O Centro Infantil e Externato Cantinho do Céu, situado na cidade da Matola, diz que a recusa da alimentação trazida de fora insere-se nas suas normas internas, visando garantir um serviço alimentar que salvaguarde a saúde das crianças.
O pronunciamento surge dias após um grupo de mães e encarregadas de educação ter denunciado alegadas irregularidades nos serviços complementares prestados pela escola, com especial enfoque na componente alimentar, para além de impedimentos para a entrega de refeições a hora do almoço.
Segundo o director da instituição, Zito Viegas Mucavela, as queixas centram-se no serviço de “catering”, assegurado por uma empresa especializada, que fornece refeições equilibradas. Contudo, reconhece que estas nem sempre correspondem às preferências das crianças.
O responsável esclarece que, de acordo com o regulamento da escola, a adesão ao serviço de alimentação é facultativa. Os encarregados que optem por não aderir podem entregar a refeição directamente à criança, no momento da sua entrada na escola, garantindo, assim, o controlo da qualidade do alimento.
“A proibição de entrega de refeições ao meio-dia encontra-se consagrada no nosso regulamento interno. Trata-se de uma norma antiga. Ao longo dos anos, vivenciámos diversas situações, o que nos levou a adoptar esta medida como forma de reforçar o controlo sobre quem entra e sai das instalações”, afirmou Mucavela.
“Queremos, mais uma vez, apelar aos encarregados de educação, e em particular às mães que apresentaram as recentes preocupações, para que privilegiem o diálogo construtivo. É importante compreenderem as políticas que regem o funcionamento da nossa instituição”, disse.
Concluiu que vai se reunir com os pais e encarregados de educação para melhores esclarecimentos, entretanto, adianta que a instituição não vai abrir a mão para esta burocracia que entende ser de extrema importância para assegurar o bem-estar das crianças.
Legenda:
Ao centro, Zito Mucavela, director do Externato Cantinho do Céu



