Terça-feira, 10 Março, 2026
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Chuvas causam 94 mortos

Por Jornal Notícias
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O PAÍS contabiliza 94 vítimas mortais em consequência de afogamentos e descargas atmosféricas desde o início da presente época chuvosa e ciclónica.
A informação foi prestada ontem pela presidente do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres, Luísa Meque, que sobrevoou as áreas afectadas pelas inundações, no distrito de Machanga, na província de Sofala, e Govuro, em Inhambane, que está sob ameaça de transbordo do rio Save, podendo inundar a sede distrital de Nova Mambone.

Conforme explicou, as vítimas por afogamentos perderam a vida ao tentar atravessar os cursos de água.
Entretanto, pelo menos 1048 famílias estão abrigadas em centros de acolhimento temporário nas províncias de Maputo e Zambézia, por terem sido afectadas pelas chuvas intensas que têm vindo a cair nos últimos dias, um pouco por todo o país.
Deste universo, 1007 estão nos centros da Zambézia, concretamente em Gugurune e Parreirão, e os remanescentes 41 agregados na província de Maputo, nos bairros Nkobe e Nwamatibjwana.

No geral, ontem se registou um abrandamento das chuvas, mas o Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) prevê que a partir de hoje a precipitação volte a fustigar a região sul, prolongando-se até sexta-feira. Acácio Tembe, chefe do Departamento de Previsão do Tempo no INAM, disse que a partir de hoje se prevê chuvas fortes, entre 50 e 100 milímetros em 24 horas, nas províncias de Maputo, Gaza e no sul
de Inhambane. O fenómeno está associado à passagem de um sistema de baixas pressões, aliada à
zona de convergência intertropical. Afirmou ainda que Manica, Sofala e Tete continuarão a registar chuva moderada a forte, 30 a 50 milímetros em 24 horas.

Entretanto, Paulo Tomás, porta-voz do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), assegurou que estão pré-posicionados barcos e outros bens de emergência nos distritos críticos.
Decorre, igualmente, a sensibilização das comunidades através de rádios comunitárias, brigadas móveis e líderes locais, bem como a identificação de vias alternativas.

Na província do Niassa, 11 famílias ficaram desalojadas, no posto administrativo do Lúrio-sede, distrito de Cuamba, devido o desabamento de habitações, erguidas maioritariamente com recurso a material local. No distrito de Magude, em Maputo, a precipitação destruiu infra-estruturas, vastas áreas de cultivo e
pastagem, afectando mais de oito mil bovinos, e isolando várias localidades.

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