COMBATE À COVID-19:PR apela à facilitação do acesso a vacinas pelos países pobres

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O PRESIDENTE da República, Filipe Nyusi, exortou ontem aos países desenvolvidos a à industria farmacêutica para a facilitarem o acesso à vacina contra a Covid-19 por parte das nações mais pobres e, desta forma, tornar o planeta livre desta doença.

O Chefe do Estado falava na abertura do X Fórum de Parceria entre os Países Europeus e em Desenvolvimento para Ensaios Clínicos (EDCTP), que decorre em Maputo, sob o lema “Equidade na Investigação para Saúde”. Para o Presidente Nyusi, o tema chama a atenção para uma abordagem mais equitativa, no gozo dos benefícios de investigação sanitária, ao nível nacional e internacional.

Disse que o Governo moçambicano vai continuar a trabalhar para a alocação de 1 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) às actividades de investigação científica.

Para ele, a escolha de Moçambique como anfitrião do X Fórum da EDCTP é oportuna, numa altura em que o mundo está a ser assolado pela Covid-19, sendo que isso permitirá a reflexão e diálogo mais actualizados sobre os desafios causados pela doença e buscar elementos que auxiliem no processo de tomada de decisões no quadro da prevenção, acesso equitativo às vacinas e adopção do novo normal.

Na ocasião, falou também do papel importante da EDCTP no financiamento de programas de diferentes instituições do sistema de Ciência, Tecnologia e de Regulação, como o Centro de Investigação em Saúde da Manhiça (CISM), o Instituto Nacional de Saúde (INS), Universidade Eduardo Mondlane (UEM), Comité Nacional de Bioética para a Saúde e a Autoridade Nacional de Medicamentos.

O estadista moçambicano enalteceu igualmente o financiamento, por parte desta organização, das acções de formação de moçambicanos nos graus de mestrado e doutoramento, para além do apoio aos esforços de combate a doenças infecciosas como é o caso do HIV/SIDA, malária e tuberculose que condicionam o desenvolvimento humano no país e no continente.

Entretanto, o Ministro da Saúde, Armindo Tiago, considerou que o evento científico é de importância global, a julgar pelo número de delegados envolvidos, entre investigadores do sector da Saúde e áreas afins, profissionais do ramo, representantes de parceiros de cooperação, dirigentes de instituições de ensino superior e de investigação de 94 países.

Um dos momentos mais altos da cerimónia de abertura da conferência, que acontece em formato híbrido, foi a distinção de Alimuddin Zumla, professor e investigador britânico-zambiano, com o “Prémio Pascoal Mocumbi”, em reconhecimento dos seus feitos na investigação de doenças infecciosas e saúde internacional.

O encontro deverá terminar amanhã.

ALCIDES TAMELE
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