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Sexta-feira, 20 - Maio, 2022

COVID-19: Dose de reforço abrange mais de 1.6 milhão de pessoas

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MAIS de 1.6 milhão de pessoas definidas como prioritárias tomarão a dose de reforço da vacina contra a Covid-19, cuja administração iniciou na quinta-feira em todo o país.

O director nacional de Saúde Pública no Ministério da Saúde (MISAU), Quinhas Fernandes, explicou ontem que a vacinação decorrerá em três fases. Na primeira, esperam-se imunizar 325 mil pessoas, entre as quais profissionais de saúde, idosos residentes em lares de acolhimento, doentes imunodeprimidos (diabéticos, com insuficiência renal crónica, com patologia cardiovasculares, em terapia imunossupressora).

A segunda irá abranger idosos com 60 ou mais anos de idade vivendo em zonas urbanas e a terceira fase indivíduos com idade igual ou superior a 60 anos residentes em áreas rurais.

Em conferência de imprensa, Fernandes avançou que, para a dose de reforço, está sendo administrada a vacina da Johnson & Johnson, e os seleccionados devem ter completado a vacinação há seis meses, isto é, vacinaram entre Março e Junho do ano passado.   

“A administração da dose de reforço vai permitir restabelecer os níveis aceitáveis de protecção das formas mais graves da Covid-19 e evitar mortes nos grupos de maior risco, assim como proporcionar protecção adicional, com destaque para os profissionais de saúde, como forma de reduzir o absentismo, garantir a continuidade de serviços e proteger o Sistema de Saúde”, sublinhou Fernandes.

Segundo o director nacional de Saúde Pública, a administração da dose de reforço não irá interferir no actual processo de imunização, no qual estão abrangidos todos os indivíduos com idade igual ou superior a 18 anos que não tenham sido vacinados.

O país iniciou a vacinação contra a Covid-19 em Março do ano passado. Desde então, mais de 10.5 milhões de pessoas elegíveis já tomaram pelo menos a primeira dose, na sua maioria nos últimos três meses, altura em que foram imunizados sete milhões de indivíduos. Do total dos imunizados, mais de 8.7 milhões, o que corresponde a 57 por cento de cobertura, completaram o ciclo vacinal.

“Nos próximos quatro meses deverão ser vacinados, em todo o país, cerca de cinco milhões de pessoas, o que nos vai permitir elevar para uma cobertura de 90 por cento”, adiantou Fernandes, apelando a todos os elegíveis para aderirem à vacinação e a toda a população para que mantenha as medidas de prevenção da Covid-19 porque o risco de contaminação continua alto.

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