O PRESIDENTE da República, Daniel Chapo, orientou todos os sectores ligados à fiscalização rodoviária a fazerem uma reflexão de modo que se consiga obter uma estratégia sustentável para a redução da sinistralidade no país.
Para o alcance desse objectivo, o ministro dos Transportes e Logística deverá liderar uma equipa a ser criada com a responsabilidade de elaborar um plano de acção a ser apresentado na próxima sessão do Conselho de Ministros.
A instrução do Chefe do Estado foi dada ontem, em Lichinga, província do Niassa, no início da IX Sessão do Conselho de Ministros (CM), encontro durante o qual manifestou-se chocado pelo acidente registado na segunda-feira no Posto Administrativo de Cafumpe, distrito de Gondola, em Manica, que matou pelo menos 22 pessoas e feriu gravemente outras seis.
‘‘Aproveitamos esta ocasião para dar esta orientação ao sector dos Transportes e Logística para liderar este processo de reflexão, mas esta orientação vai para todos os sectores ligados à fiscalização rodoviária no país, para que possam sentar e nos trazerem um plano de acção concreto dentro de uma semana de modo a evitarmos os acidentes’’, vincou.
Disse não haver dúvidas de que há locais extremamente perigosos ao longo do nosso país. “Por exemplo, na zona próxima a Maluana, na N1, temos um local onde também acontecem geralmente acidentes mortíferos. Na província de Manica, concretamente em Gondola, igualmente há locais nos quais a fiscalização rodoviária precisa de prestar atenção, por causa dos frequentes acidentes que se registam”, referiu o Presidente, apelando aos automobilistas a conduzirem com prudência.
Entretanto, ainda ontem o Chefe do Estado orientou, em Lichinga, uma reunião com funcionários e agentes do Estado, durante a qual ouviu e registou diversas preocupações dos servidores públicos e garantiu que o Governo está empenhado em encontrar soluções para os desafios apresentados.
“Registámos as preocupações e vamos ter de sentar para encontrarmos as soluções. Esta é a razão da nossa visita”, afirmou, reforçando que as reuniões com os servidores públicos são parte essencial da sua agenda, pois permitem ouvir directamente as inquietações para traçar as soluções adequadas.


