O Centro Cultural Moçambicano-Alemão (CCMA) acolhe, hoje, o espectáculo “(De)pressão pós-realidade”, uma adaptação teatral baseada no texto original de Negro e encenada pelo grupo Fragmentados.
A peça emerge como um grito poético através da intimidade de duas personagens – José e Rita –, abordando temas como o desemprego, a solidão, a depressão, a sobrevivência urbana, os sonhos adiados e a dignidade em contextos de exclusão.
“José, homem inteligente, mas marcado por traumas, e Rita, ex-prostituta e sonhadora, vivem juntos numa flat. Partilham um quotidiano duro, mas também momentos de ternura e resistência. As suas conversas, silêncios, beijos, confrontos e recordações revelam uma verdade incómoda e comovente: mesmo quando tudo parece perdido, ainda resta o desejo de sonhar”, descreve a sinopse da obra.
A peça propõe uma reflexão profunda sobre o que significa viver — e sobreviver — numa sociedade cada vez mais desumanizada e desigual. A sua força reside na autenticidade dos diálogos, na poesia da dor e na coragem de expor a intimidade emocional como acto político.
O texto original é de Negro, adaptado e encenado pelo Grupo de Teatro Fragmentados com coordenação artística de Ramadane Matusse. A interpretação está a cargo de Paulo Jamine e Maria Auzenda, e produção de Quitéria Nhalungo.
Fragmentados encena (de)pressão pós-realidade
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