Os trabalhadores do Diário de Moçambique, com sede na cidade da Beira, iniciaram uma greve em protesto contra o atraso no pagamento de salários referentes a três meses.
A paralisação, inicialmente prevista para sete dias, poderá prolongar-se até à regularização dos valores em dívida relativos a Outubro, Novembro e Dezembro.
O representante do patronato, Faizal Gani, reconheceu a legitimidade da greve e explicou que a empresa enfrenta dificuldades financeiras devido a dívidas do Estado, estimadas em cerca de 25 milhões de meticais, o que inviabiliza o pagamento atempado de salários e subsídios.
Acrescentou que, apesar das cobranças e da submissão de facturas, o Estado alega falta de fundos, tendo a empresa recorrido a empréstimos para mitigar a situação.
Por sua vez, a representante dos trabalhadores, Vânia Óscar, afirmou que a greve resulta de uma situação prolongada e insustentável de salários em atraso, sublinhando que todos os departamentos e delegações se encontram paralisados.
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