Terça-feira, 3 Fevereiro, 2026
Início » Gwaza Muthini assinalado sem festa devido ao abalo das cheias

Gwaza Muthini assinalado sem festa devido ao abalo das cheias

Por Jornal Notícias
441 Visualizações

ASSINALAM-SE hoje os 131 anos da Batalha de Marracuene, conhecida como Gwaza Muthini, uma das maiores celebrações culturais da província de Maputo.

Entretanto, não haverá festa este ano, em consequência das inundações que afectam vários distritos das regiões Sul e Centro do país, incluindo Marracuene, local que tradicionalmente é palco das comemorações.

De acordo com o município local, a efeméride será marcada apenas ao nível do regulado, com a realização da cerimónia tradicional. As actividades festivas, habitualmente realizadas no jardim da vila de Marracuene e no Monumento de Gwaza Muthini, não terão lugar, num gesto de solidariedade para com as vítimas das cheias.

“Num momento em que os nossos irmãos enfrentam dor e sofrimento, optamos por estar unidos em solidariedade e respeito. Por essa razão, o Município de Marracuene informa que o festival Gwaza Muthini não contará com a nossa participação”, esclarece o município.

Esta não é a primeira vez que a Batalha de Marracuene é evocada sem euforia. Uma situação semelhante ocorreu em 2020, devido à pandemia da Covid-19, quando a data foi assinalada apenas com acções simbólicas, como as habituais cerimónias de evocação dos espíritos e deposição de coroa de flores.

O Gwaza Muthini foi um combate travado a 2 de Fevereiro de 1895, em Marracuene, entre as forças rongas, comandadas pelo jovem príncipe Zixaxa, e as portuguesas, lideradas pelo major Caldas Xavier, no contexto das operações de ocupação colonial portuguesa, então designadas campanhas de conquista e pacificação.

Tradicionalmente, as celebrações culminam com a realização do Festival da Marrabenta, que este ano será dedicado às vítimas das inundações, tendo várias sessões itinerantes, que percorrerão centros de acolhimento às vítimas das cheias.

O evento decorre entre hoje e sábado, sob o lema “Cultura como instrumento de esperança, união e resiliência em tempos de crise”.

Leia mais…

Artigos que também podes gostar