O GABINETE Central de Combate à Corrupção (GCCC) instaurou mais 31 processos-crime relativos a suspeitas de gestão danosa dos fundos destinados à mitigação dos efeitos da Covid-19 em Moçambique.
Trata-se de processos abertos no âmbito das irregularidades referenciadas no relatório do exercício económico de 2020, produzido pelo Ministério da Economia e Finanças, na sequência de uma auditoria do Tribunal Administrativo e que incidiu sobre as instituições beneficiárias do dinheiro alocado para a prevenção e mitigação dos efeitos da pandemia.
A auditoria detectou um rombo de perto de 60 milhões de meticais no Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano, com seis funcionários já acusados, por estarem ligados aos processos de contratação e respectivos pagamentos.
Neste momento, as investigações em curso visam averiguar a gestão dos fundos em outras instituições do Estado, de nível central – Ministério das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos, Ministério da Saúde,Instituto Nacional da Acção Social, Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres, e Fundo Nacional e Desenvolvimento Sustentável.


