Terça-feira, 10 Março, 2026
Início » Mais sete dias para retirada de “informais” no “Xikhelene”

Mais sete dias para retirada de “informais” no “Xikhelene”

Por Jornal Notícias
908 Visualizações

Os vendedores informais têm mais sete dias para abandonarem os locais que operam de forma desordenada, na Praça dos Combatentes, também conhecida como Xikhelene.
A medida tomada pelo Conselho Municipal de Maputo visa dar tempo para que os operadores abandonem os passeios, faixas de rodagem e zonas proibidas, no âmbito do processo de organização e legalização da actividade. A decisão foi tomada depois da fraca adesão registada no primeiro período concedido para a inscrição e transferência dos informais.
Dados da Direcção Municipal de Mercados e Feiras indicam que dos cerca de três mil vendedores estimados na zona do Xikhelene, apenas 900 estavam inscritos, até ontem.
“A prorrogação visa permitir que mais operadores se inscrevam para beneficiar de espaços formais nos mercados, sem se sentirem pressionados ou excluídos do processo”, indicou Naftal Lay, porta-voz da Polícia Municipal.
Reforçou ainda que se pretende garantir uma organização pacífica e ordeira do comércio e o uso da força será considerado apenas em última instância.
Indicou que as autoridades têm orientado os vendedores a buscar integração nas mais de três mil bancas disponíveis nos mercados formais da cidade incluindo Mazambane, Xipamanine, Chamanculo, KaMucoreano, 1.º de Junho e Compone.
A medida teve reacções mistas pelos vendedores, com alguns a enaltecer a decisão do município de dar uma oportunidade a todos para se regularizarem.
“Eu não consegui me inscrever na semana passada por falta de tempo, mas agora vou aproveitar para fazer”, disse Amélia João, vendedora de fruta.
Já Joaquina Maúe mostra-se céptica e resistente. “Já nos prometeram bancas antes e nunca deu certo. Quando chegamos ao mercado, alegam estar cheio. Aqui pelo menos há movimento e vendemos”, reclamou a vendedora de hortícolas.
Celeste Lucasse, que comercializa roupa usada, reconhece o esforço das autoridades mas questiona a viabilidade da medida.

Leia mais…

Artigos que também podes gostar