ALBERTO ZUZE, em Pretória
O ministro sul-africano da Ciência, Tecnologia e Inovação, Blade Nzimande, defendeu na abertura da Conferência Mundial de Jornalistas de Ciência, em Pretória, que a ciência deve combater desigualdades, crises climáticas, conflitos e injustiças, alertando para os riscos do uso indevido da inteligência artificial em contextos de violência e perseguição a jornalistas.
A conferência, que decorre pela primeira vez em solo africano, reúne delegados de vários continentes, com três sessões plenárias, 58 debates paralelos e quase 200 oradores. Entre as actividades previstas, destacam-se 21 visitas a centros científicos, incluindo o projecto Square Kilometre Array (SKA), considerado um dos maiores empreendimentos científicos do país.
Nzimande também destacou iniciativas nacionais para fortalecer o jornalismo científico, incluindo programas de estágio em parceria com meios de comunicação públicos, privados e comunitários, que já ofereceram experiência prática a mais de quarenta jovens jornalistas. O ministro concluiu reafirmando que a ciência deve servir como ferramenta para construir uma sociedade mais justa e solidária.



