Quinta-feira, 26 Março, 2026
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Moçambicanos nos EUA elogiam diálogo inclusivo

Por Jornal Notícias
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ANABELA MASSINGUE, em Washington

Elogios ao Chefe do Estado pela iniciativa de levar a cabo o Diálogo Nacional inclusivo foram o denominador comum das intervenções feitas na reunião que o Presidente da República, Daniel Chapo, manteve com a comunidade moçambicana residente nos Estados Unidos da América (EUA).

Mais do que elogiar, os participantes, provenientes de pelo menos nove estados americanos, falaram da necessidade da extensão deste gesto para fora da esfera política, tendo em conta a importância da contribuição de muitos outros segmentos de moçambicanos, para o crescimento do país.

Reiteraram apelos para á manutenção da paz, lamentando a situação que o país atravessou num passado recente, marcado pelas manifestações violentas.

A comunidade moçambicana ouviu atentamente o Chefe do Estado, a quem deixou as suas contribuições sobre o que o país deve fazer para crescer economicamente. Porém, lamentou o facto de serem excluídos de um dos direitos essenciais, de eleger os seus governantes, a partir do país em que residem. Ao Chefe do Estado pediram que esta situação seja revista, de modo a se sentir politicamente incluídos.

Os Estados Unidos fazem parte dos países onde a diáspora moçambicana ainda não vota nas eleições que se realizam de cinco em cinco anos em Moçambique.

Por estarem atentos ao que acontece no país, elogiaram igualmente as acções empreendidas pelo Gabinete da Esposa do Presidente da República nas áreas da saúde e educação, com prioridade para a mulher, idosos e raparigas social e economicamente vulneráveis.

Falando em representação da presidente da comunidade moçambicana nos EUA, Amílcar Marime, residente neste país há mais de duas décadas, lamentou o facto de ver a sua vontade de ajudar o país limitada, devido a questões burocráticas.

Conta que nasceu no Hospital Central de Maputo, onde a sua mãe perdeu a vida vítima de cancro depois de cinco anos de sofrimento porque a unidade sanitária não tinha condições, na altura.

Agora, com ajuda de parceiros pretendia doar material médico-cirúrgico, mas, segundo ele, lhe foi limitado porque tinha de pagar dinheiro de que não dispunha.

Estudar, trabalhar e constituir família é o que muitos fizeram durante a sua estadia neste país. Contudo, afirmam, nada lhes desliga do solo pátrio, mesmo diante das dificuldades enfrentadas.

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