Quinta-feira, 26 Março, 2026
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OMS: Não há provas científicas de ligação entre paracetamol e autismo

Por Jornal Notícias
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A Organização Mundial de Saúde (OMS) garantiu hoje que não existem evidências científicas que sustentem uma possível ligação entre o autismo e o uso de paracetamol durante a gravidez.
Em comunicado, a OMS afirma que quase 62 milhões de pessoas em todo o mundo têm perturbação do espectro do autismo e que, embora a sensibilização e o diagnóstico tenham melhorado nos últimos anos, as causas exactas não foram estabelecidas e entende-se que existem múltiplos factores que podem estar envolvidos.
A posição da OMS surge depois de, na segunda-feira, o Presidente norte-americano, Donald Trump, ter sugerido que o aumento do autismo no país pode ter como causa o uso do analgésico paracetamol em grávidas e a vacinação, sem apresentar provas científicas.
Citada pela Lusa, a organização diz que foram realizadas extensas pesquisas na última década, incluindo estudos de grande escala, investigando as ligações entre o uso de paracetamol durante a gravidez e o autismo, mas, até à data, “nenhuma associação consistente foi estabelecida”.
Recomenda que todas as mulheres continuem a seguir as orientações dos seus médicos ou profissionais de saúde, que podem ajudar a avaliar as circunstâncias individuais e recomendar os medicamentos necessários em cada caso.
A OMS lembra ainda que qualquer medicamento deve ser utilizado com precaução durante a gravidez, especialmente nos primeiros três meses, e de acordo com as orientações dos profissionais de saúde.
Sobre as vacinas, garantiu que “existe uma base de evidências robusta e extensa” que mostra que as vacinas infantis não causam autismo.

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