PM DESAFIA: Eleições não devem ser foco de Covid-19 na SADC

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OS órgãos de gestão eleitoral da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral devem reinventar-se para que as eleições na região não sejam foco de propagação da Covid-19, cujo impacto é negativo na vida económica e social.

O desafio foi lançado pelo Primeiro-Ministro, Carlos Agostinho do Rosário, na abertura da 23.ª conferência geral anual do Fórum das Comissões Eleitorais dos Países da SADC, que decorre desde ontem na cidade de Maputo.

O Primeiro-ministro justificou o desafio pelo facto de geralmente os processos eleitorais serem caracterizados por afluência massiva dos cidadãos na fase de recenseamento, campanha eleitoral, votação até à comemoração dos resultados.

“A pandemia da Covid-19 desafia-nos a termos que nos reinventar para que estes processos não se transformem em foco de propagação desta doença que tem  impacto negativo na vida económica e social dos nossos países”, disse o dirigente.

Para o efeito, referiu, nos dois dias de trabalho desta conferência, os órgãos eleitorais da SADC devem buscar soluções, através da partilha de conhecimentos e experiências para que os processos eleitorais a se realizarem nos próximos anos, em alguns países, não coloquem em risco a saúde dos agentes eleitorais e dos eleitores e que garantam a credibilidade e integridade destes pleitos.

A conferência geral anual decorre sob o lema “Realização de Eleições no Contexto da Covid-19”.

Lembrou que o encontro se realiza num contexto atípico, caracterizado pela ameaça das acções terroristas na região da SADC que, actualmente, afectam algumas zonas de Moçambique, como é o caso da província de Cabo Delgado.

Esses factos, afirmou, aliados aos impactos das mudanças climáticas que, nos últimos tempos, ocorrem com maior frequência na região constituem desafios para os órgãos de gestão eleitoral organizarem e realizar eleições mais inclusivas e participativas.

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