Com a chuva a fazer das suas, precipitando o fim da época balnear, a zona turística da Ponta do Ouro começa a “acusar o toque”, reclamando o investimento que falta fazer na sua infraestrutura de base, para se assumir como um verdadeiro pólo do turismo em Moçambique.
Depois da grande azáfama que caracterizou o segundo fim de semana de 2026, a calma regressou à vila, com muito pouco movimento de viaturas (e de turistas também!), e muitas provas do muito que há por fazer, sobretudo nas vias de acesso, agora densamente povoadas por poças e charcos que desencantam e descaracterizam por completo a vila.
Afinal, do que se está à espera para se investir na pavimentação daquelas vias, muitas das quais passam por lugares que até definem a importância estratégica da vila?
Na verdade, não passa despercebido o triste cenário das vias, que se vai agravando com a crescente degradação de muitos imóveis.
O quadro que tudo isto pinta é de abandono, ou pelo menos de alerta para uma situação que precisa ser endereçada com a devida atenção e prioridade, para que façam sentido as referências que se fazem sobe a Ponta do Ouro como uma das Jóias de Coroa do turismo em Moçambique.
Um detalhe que também chama à atenção, é a enorme quantidade de propriedades ostentando placas “VENDE-SE”, ou simplesmente “FOR SALE”, o que pode sinalizar algum vacilo por parte dos proprietários ou agentes económicos, que devem estar a experimentar dificuldades para explorar aquelas facilidades com alguma rentabilidade.
Seja como for, a ideia com que se fica é de uma Ponta do Ouro que parece estar a desistir de si própria, cedendo de mão beijada o seu estatuto de destino turístico preferencial na provincia de Maputo, e abrindo espaço para a informalização de tão importante sector.
Alguma coisa terá de ser feita na Ponta do Ouro, e com urgência, pois já vai grande o risco de tudo ficar-se apenas pelo nome…
Já agora, em que ficamos mesmo? Vendemos ou cuidamos?







