PR: Dom Alexandre lutou por Moçambique uno e indivisível

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O PRESIDENTE da República, Filipe Nyusi, considerou ontem que, durante os 68 anos de sacerdócio, o Cardeal Dom Alexandre dos Santos lutou intensamente por uma sociedade de igualdade, justiça, harmonia social, paz e reconciliação e um Moçambique uno e indivisível.

O Chefe do Estado falava na Sé Catedral, em Maputo, no funeral oficial do prelado, falecido semana finda, aos 103 anos, vítima de doença.

Nyusi referiu que, com a morte do Cardeal partiu a referência dos jovens, dos fiéis seguidores da religião católica e o conselheiro de todos. Segundo o mais alto magistrado da nação, chora-se a sua partida, mas considera ser altura de se transformar a dor em momento de gratidão para todos os fiéis católicos e aqueles que se identificam e comungam os valores cristãos e para os moçambicanos que têm nele o padrão de justiça, honestidade e mediador.

“Tu te tornaste expoente elevado na formação das gerações mais jovens, na tua compaixão com o sofrimento humano e na defesa intransigente da dignidade humana, entendida como o epicentro do desenvolvimento de Moçambique”, afirmou, acrescentando que Dom Alexandre manteve, durante o seu percurso, a veia de homem de diálogo e patriota convicto.

Na sua sabedoria e sem alaridos, disse Nyusi, o primeiro padre negro do país, pronunciou-se sobre vários temas da sociedade, como a importância de eleições livres e democráticas, tomando em atenção o papel dos partidos políticos, a preservação da cultura e de aspectos edificantes na promoção do desenvolvimento sustentável.

Sublinhou que o Arcebispo Emérito, com a sua calma e prudência, chamou igualmente atenção dos poderes políticos e da sociedade moçambicana para a situação de pobreza e exclusão social, a pilhagem e a exploração dos recursos naturais e a necessidade de banimento das minas terrestres.

O corpo do prelado foi sepultado pouco depois das 12.30 horas, na cripta da Sé Catedral, numa cerimónia que contou ainda com a presença de dignitários como os ex-presidentes Joaquim Chissano e Armando Guebuza, o Presidente da Assembleia da Republica, Esperança Bias, comunidade católica e representantes de outras denominações religiosas.

O Arcebispo de Maputo, Dom Francisco Chimoio, que dirigiu a cerimónia,  sublinhou que este homem, na sua simplicidade, humildade, pobreza e pequenez, soube deixar-se guiar pelo Senhor. “Este é o legado que nos deixa, o de não sermos falsos”, sublinhou Dom Chimoio.

Do Vaticano, o Papa Francisco enviou uma mensagem que foi lida na ocasião por um representante da Santa Sé, na qual afirma que o facto de o finado ter dado toda a sua existência a servir incansavelmente o evangelho e a igreja é testemunho dos seus feitos e por isso deve-lhe ser “concedido espaço no céu”.

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