Primeira-Dama preocupada com incidência de cancros da mama e colo do útero

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A CAPACIDADE de prevenção, diagnóstico e tratamento de doenças do fórum oncológico está a melhorar, contudo estimativas apresentadas ontem pela Primeira-Dama, Isaura Nyusi, mostram que, em 2040, o país poderá ter mais de 51.8 mil novos casos de cancro.

Falando no lançamento oficial da campanha “Outubro Rosa-2021”, Isaura Nyusi anotou que, nos últimos anos, o Governo expandiu a rede sanitária e programas de prevenção e tratamento dos cancros do colo do útero e da mama.

Referiu que, actualmente, 450 unidades sanitárias nas zonas rurais e urbanas têm capacidade para fazer o rastreio destas doenças contra cerca de 20, em 2010.

A esposa do Presidente da República fez perceber que, apesar deste ganho, a incidência destas patologias tem estado a crescer de forma preocupante no país, com o registo, em 2020, de cerca de 250 mil novos casos de cancro e pouco mais de 17 mil mortes.

Calcula-se que a incidência do cancro da mama seja de 1.400 casos por ano, estando abaixo do de colo do útero, com 4.300 casos anuais.

“Estes dados desafiam-nos, como país, a redobrar esforços no combate a esta doença, que deixa marcas incontornáveis no tecido social e nas nossas famílias”, disse.

A campanha Outubro Rosa, que decorre sob o lema “Valorize a sua vida. Faça o auto-exame nas mamas”, visa aumentar a consciencialização sobre os factores de risco para o cancro da mama e a necessidade de rastreio para o seu diagnóstico precoce. 

Por isso, Isaura Nyusi defende a mobilização das mulheres e a sensibilização das famílias sobre a importância do reconhecimento dos sinais precoces destas doenças. Incentiva igualmente a realização do auto-exame das mamas que, segundo explica, deve ser feito quatro a cinco dias após a menstruação, para além de se estar atento aos sinais e sintomas associados ao cancro, sobretudo se houver um histórico familiar.

Na ocasião, a Primeira-Dama entregou ao Ministério da Saúde equipamento de diagnóstico do cancro do colo do útero, material informático e de protecção individual contra a Covid-19 destinado a profissionais do sector. Fazem ainda parte deste donativo cinco mil máscaras para a comunidade e pacientes.

Em Moçambique, o cancro é considerado um problema de saúde pública. Na mulher, os mais comuns são o da mama e do colo do útero.

Para o combate a estas patologias, o país conta com apoio de várias entidades, entre as quais a embaixada dos Estados Unidos da América.

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