A AMPLIAÇÃO e requalificação de que o Hospital Provincial de Lichinga (HPL), no Niassa, beneficiou, há poucos anos, trouxeram mudanças positivas, que resultaram no apetrechamento de diversos serviços com equipamentos modernos. Trata-se de conquistas acompanhadas com uma nova dinâmica, em termos de funcionamento da unidade hospitalar, para a satisfação dos utentes.
A instituição tem actualmente uma capacidade incrementada do número de camas com 395 contra as anteriores 240, e beneficiou de uma construção de raiz das enfermarias de pediatria, cirurgia e possui uma sala de radiologia, entre outros serviços equipados com tecnologia moderna, facto que abriu espaço para um fácil acesso aos cuidados prestados na unidade hospitalar.
Igualmente foi estabelecido o serviço de psiquiatria, dotado do aparelho de Tomografia Computorizada (TAC), já em funcionamento. Trata-se de um exame de imagem que usa raios-X e um computador para criar espécie de “fatias” detalhadas do interior do corpo mostrando ossos, órgãos e tecidos com alta precisão, diferentemente do raio-X convencional. O hospital já presta serviços de qualidade, facto que contribuiu para a redução do envio frequente de doentes para a província de Nampula em busca de melhores condições de atendimento médico. Acredita-se que com as novas condições criadas contribuir-se-á para o desenvolvimento sustentável da província. Entretanto, a exiguidade de fundos ainda constitui uma pedra no sapato para o hospital que sobrevive de receitas próprias, para além do apoio do Ministério da Saúde (MISAU). Neste momento, uma das grandes preocupações prende-se com o fornecimento de água, que não cobre plenamente os serviços que esta unidade sanitária administra.
É sobre estas e outras realidades que nas linhas a seguir vamos falar em entrevista que o “Notícias” manteve com o director-geral desta unidade sanitária, Alfredo Chichava.
NOTÍCIAS (NOT.): O Hospital Provincial de Lichinga foi ampliado e requalificado. Que diferencial ou ganho se pode registar com esta intervenção, sobretudo sob ponto de vista de resposta às necessidades dos utentes?



