Um elevado número de cidadãos tem estado a contactar este ano a Provedoria da Justiça para reclamar sobre a morosidade na tramitação de processos em diversas instituições do Estado.
Consta ainda, no rol de reclamações o tratamento desigual e a exigência de pagamentos ilícitos para a obtenção de serviços que deviam ser gratuitos no Estado.
Estes dados fora partilhados, hoje, na Assembleia da República, pelo Provedor de Justiça, Isaque Chande, no seu informe anual à nação.
Chande acrescentou ainda que a deficiência na comunicação institucional, dificulta o acesso à informação pública ao cidadão, o que compromete os princípios de transparência e boa governação.
No sector da Saúde, Chande apontou a carência de medicação, mau atendimento e insuficiência de profissionais qualificados, principalmente, nas zonas rurais.
Falou ainda do elevado índice de sinistralidade que exige para a sua redução, o comprometimento de todos na observância do Código de Estrada.
Na Educação, o PJ apontou a falta de professores e de Infra-estruturas inadequadas que comprometem a qualidade de ensino.
Acrescentou ainda a falta de água potável, saneamento, desemprego, pobreza, factores que acentuam vulnerabilidades.
No domínio dos Direitos Humanos e da protecção de grupos vulneráveis disse continua a registar-se casos de violência doméstica, uniões prematuras, abusos sexuais contra mulheres e raparigas, tráfico de pessoas, abandono de idosos e descriminação contra pessoas com deficiência.
Segundo Provedor de Justiça: Cresce número de petições devido a morosidade na tramitação processual
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