Agentes da empresa Rhino Security, responsável pela guarnição do Hospital Provincial de Xai-Xai, em Gaza, abandonaram esta segunda-feira o seu posto de trabalho depois de um dia de protesto por alegada falta de pagamento dos seus ordenados, há mais de 9 meses, num valor estimado em milhão e trezentos mil meticais.
Por conta da situação, cerca de 30 trabalhadores deixaram os portões da maior unidade sanitária da província escancarados, sem nenhum serviço de vigilância, agudizando ainda mais os riscos de roubos naquele local.
Antes da sua retirada do local, mais de 20 agentes de seguranças bloquearam a entrada principal do hospital, impedindo a livre circulação de pacientes, funcionários e viaturas. O bloqueio causou transtornos, obrigando alguns doentes a abandonar as viaturas e a manusear manualmente os portões para conseguir aceder às instalações.
A situação torna-se mais preocupante pelo facto de, recentemente, o hospital ter sido alvo de um roubo, aumentando os riscos para a segurança do património público, dos profissionais de saúde e dos utentes.
Noé Sonto Júnior, segurança da empresa Rhino Security, afecto ao posto do hospital há dois anos, disse que não recebe salários há cerca de um ano e seis meses. “A empresa deve mais de um ano a todos os trabalhadores. No meu caso, a dívida ultrapassa 150 mil meticais. Aqui no hospital somos cerca de 20 colaboradores nesta situação”, afirmou.
Entretanto, o nosso jornal apurou que a paralisação coincidiu com o término do contrato entre a empresa de segurança e a unidade sanitária. A administradora do Hospital Provincial de Xai-Xai, Luísa Fuel, reconheceu a existência de salários em atraso, devido a problemas financeiros, mas garantiu, sem avançar datas, que independentemente do término do contrato com a firma, todos os agentes de segurança serão pagos, não se pronunciando, entretanto, sobre a segurança no hospital.
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