DEFENDE LUÍSA DIOGO: OTM-CS deve liderar desafios da globalização

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A ORGANIZAÇÃO dos Trabalhadores de Moçambique (OTM-CS) deve assumir o compromisso e a responsabilidade de preparar a força de trabalho laboral para enfrentar os desafios da globalização.

Este desafio foi lançado àquela agremiação trabalhista ontem, em Maputo, pela antiga Primeira-ministra moçambicana, Luísa Diogo, numa dissertação sobre o tema “O Papel da OTM-CS no Contexto do Estado Moderno e do Capitalismo Global”.

No evento, realizado no âmbito das celebrações do 45.° aniversário da criação da OTM-CS, que hoje se celebra, Luísa Diogo explicou que o mundo vive um capitalismo global, em que há uma interdependência entre nações, pelo que Moçambique deve ser capaz de ocupar o seu espaço nos diferentes aspectos e factores da globalização no comércio internacional onde competir.

“A OTM-CS deve assumir o compromisso e responsabilidade de fazer com que os trabalhadores moçambicanos estejam preparados para estes desafios da competitividade. É um assunto de sobrevivência como nação”, disse Diogo.

Salientou que, os trabalhadores devem fazer com que as empresas nacionais tenham uma produção mais padronizada aos níveis requeridos pelas exigências internacionais e pelas multinacionais.

Deu exemplo das multinacionais que operam em Moçambique que, a dado momento podem contratar um operário das Filipinas para vir apertar parafusos nos seus empreendimentos.

“Talvez o contratem porque aperta melhor o parafuso que um moçambicano. Assim, o foco da organização sindical deve ser na melhoria da qualidade dos trabalhadores moçambicanos para que ombreiem com os estrangeiros de forma competitiva”, disse.

Para ela, a construção de uma sociedade de justiça social é um desiderato que sempre esteve presente na visão dos moçambicanos, especialmente da organização sindical. Acrescentou que os caminhos “têm sido difíceis e tortuosos, mas com visão e dedicação e resiliência, tem-se conseguido superar as dificuldades”.

“O mundo está globalizado e o capitalismo é uma realidade. A actividade sindical deve saber se enquadrar de forma inteligente e explícita e actuar para além do espaço reivindicativo. Deve ser capaz de ser um parceiro incontornável para a empresa neste mundo global”, frisou.

Relativamente à OTM, a antiga governante exortou a agremiação a transformar em realidade a teoria que defende que numa empresa onde há boas relações laborais o sucesso está implantado.

“ É nas boas relações onde as partes falam com frontalidade e boas intenções se materializam para interesses comuns, enquadrando os individuais”, disse.

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