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Sexta-feira, 20 - Maio, 2022

Governo prepara concessão à gestão privada porto de Quelimane

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A Doca Seca e o Porto de Pesca de Quelimane, na Zambézia, serão concessionados à gestão privada, de modo a rentabilizar-se aquelas infra-estruturas que suportam a pesca industrial no chamado Banco de Sofala.

Construídas na década de noventa, numa altura em que a pesca industrial esteve em alta, as duas infra-estruturas, localizadas no Rio dos Bons Sinais, atravessaram períodos difíceis devido a problemas de gestão e da transferência para a cidade da Beira das sedes sociais das grandes empresas pesqueiras que operavam na Zambézia.

A Ministra do Mar, Águas Interiores e Pesca, Augusta Maita, que trabalhou recentemente na Zambézia no contexto de monitoria das actividades dos cem dias de governação do sector que dirige, disse em Quelimane que os concursos públicos para o efeito já foram lançados e, neste momento, aguarda-se pela selecção da melhor proposta técnica e financeira.

Segundo Maita, o governo está preocupado com a paralisação das actividades, admitindo que o reinício das mesmas pode relançar a economia e criar oportunidades de novos negócios e geração de emprego.

As duas infra-estruturas foram construídas no âmbito da cooperação entre Moçambique e Japão. Durante o tempo em que esteve operacional, a Doca Seca de Quelimane assegurou a manutenção e reparação de muitas embarcações nacionais e até de algumas que operavam em águas sul- africanas.

A Doca Seca foi construída para fazer a manutenção e reparação de navios da pesca industrial e não só, mas começou a enfrentar problemas de gestão até que paralisou por completo as actividades, empurrando mais de cinquenta trabalhadores para o desemprego.

Enquanto isso, o Porto de Pesca de Quelimane, uma infra-estrutura flutuante, era usada para o reabastecimento de navios em combustível e reforço de logística. A sua paralisação deixou, igualmente, quarenta trabalhadores no desemprego, todos eles com ordenados por receber.

Augusta Maíta afirmou que na nova abordagem de rentabilização daquelas infra-estruturas o sector privado tem uma oportunidade de fazer negócio porque elas continuam ainda modernas. Segundo ela, com o investimento no melhoramento de algumas componentes, o sector privado poderá prestar serviços de qualidade, o que vai atrair empresas a fazerem a manutenção e reparação dos seus navios em Quelimane.

Maíta trabalhou também na localidade de Zalala, onde reside uma grande população de pescadores. No encontro com os visados, Maíta pediu respeito pelos períodos de veda como forma de permitir a reprodução das espécies e desaconselhou o uso de artes nocivas.

Os pescadores disseram ter consciência e responsabilidades mas pediram ao governo para que reduza o período de veda de quatro para três meses. Mussa Chabane, um dos pescadores que interveio na reunião, afirmou que quatro meses é tempo demais, e a população costeira vive basicamente da pesca.

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