Governo prevê comercializar 160 mil toneladas de castanha

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O GOVERNO moçambicano projecta comercializar cerca de 160 mil toneladas de castanha de caju na campanha 2021/2022, que arranca brevemente, cifra que representa um crescimento de 12 por cento, comparativamente à campanha anterior.
A informação foi partilhada, sexta-feira, em Maputo, pelo vice-ministro da Agricultura e Desenvolvimento Rural, Olegário Banze, na I Sessão do Comité de Amêndoas que decorreu sob o lema “Por uma Remuneração Equilibrada de Todos da Cadeia de Valor de Amêndoas para o Aumento da Quantidade e Qualidade da Produção’.
“Na campanha 2021/2022 projectamos uma comercialização de cerca de 160 mil toneladas de castanha de caju, o que poderá representar um crescimento de 12 por cento em relação à última campanha onde nós comercializamos 145 mil toneladas”, explicou.
Na ocasião, o governante anotou que depois um período conturbado registado na década 90, decorrente de mudanças estruturais ocorridas na economia do país, nos últimos anos o sector de amêndoas, particularmente do caju, vem registando níveis de crescimento bastante assinaláveis, com uma produção média de comercialização a atingir cerca de 140 mil toneladas por campanha.
Aliás, segundo Banze, a indústria do caju está a registar uma capacidade potencial de cerca de 110 mil toneladas que não está sendo integralmente explorada.
″Os motivos são vários e acrescem-se à esses a problemática da Covid-19, terrorismo e mudanças climáticas que têm fustigado o país em forma de ciclones, sendo estas as questões que sempre perturbam o bom desempenho da indústria do caju″, apontou.
A fonte avançou que apesar dos factores acima mencionados o país é uma referência mundial na produção e processamento do caju e tem condições agrícolas bastante favoráveis para melhorar a sua produção no contexto regional e global das amêndoas.
“Este subsector tem um potencial para gerar empregos, melhorar renda e as condições de vida dos cidadãos, sobretudo no meio rural. E para optimizar este potencial e as vantagens comparativas que o nosso país tem, todos nós que trabalhamos nestas cadeias de valor temos que nos sentir devidamente remunerados e com equidade″, afirmou.
A I Sessão do Comité de Amêndoas tinha por objectivo estabelecer preços aceitáveis e justos para os produtores, comerciantes, processadores e exportadores, bem como estabelecer um critério de negociação de preço entre o produtor e o comprador para melhorar o funcionamento do mercado doméstico da castanha de caju.

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