Moçambique poderá aceder ao fundo de empoderamento da mulher do Banco Mundial

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O Banco Mundial promete potenciar as acções de desenvolvimento em Moçambique, sobretudo das mulheres empreendedoras, através da Iniciativa Financeira Mulheres Empreendedoras, designada ‘We-Fi’.
O facto foi revelado ontem, em Maputo, pela presidente do Pelouro da Mulher Empresária e Empreendedorismo na Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), Sofia Cássimo.
A fonte falava à imprensa momentos após um encontro que a direcção máxima da CTA manteve com a directora-executiva do Grupo 1 da África no Banco Mundial, Anne Kabagambe.
“Ela deu-nos a conhecer que existe um fundo que é o We-Fi que, de princípio, irá abrir um pacote para Moçambique e que será aberto para a CTA e para a mulher”, disse Cássimo, apelando às mulheres empreendedoras, bem como às interessadas em geral, a se aproximarem da CTA.
Cássimo não revelou o montante destinado para o nosso país, mas, segundo o comunicado do Banco Mundial emitido em 2018, durante o lançamento do We-Fi, deverão ser mobilizados mais de 1,6 biliões de dólares em fundos adicionais.
O programa, segundo o comunicado, visa apoiar programas destinados a derrubar as barreiras exclusivas enfrentadas por mulheres empresárias em países em desenvolvimento.
No entanto, Cássimo explicou que a tarefa cinge-se em descobrir as reais oportunidades que o fundo traz para as mulheres moçambicanas e, de seguida, mapeá-las.
“O que nós garantimos é que realmente existem mulheres que estão aptas em ter este tipo de financiamento. Agora vamos passar para a próxima discussão, que é saber qual é o valor deste financiamento (para Moçambique), bem como o método de ter as mulheres a aceder ao fundo”, disse.
Agronegócios, comércio e prestação de serviços são sectores prioritários deste fundo.“Nós sabemos que as mulheres, no agronegócio, são bastantes em Moçambique, também no comércio e serviços são áreas abrangentes”.
Por seu turno, num breve contacto com a imprensa, Kabagambe reconheceu a importância do sector privado no desenvolvimento de países africanos, incluindo Moçambique.
“Vamos continuar a providenciar um futuro promissor ao sector privado porque mostra-se capaz de desenvolver acções de desenvolvimento em Moçambique e em outros países da região”, disse.
Kabagambe deverá participar na XVI Conferência Anual do Sector Privado (CASP), o maior evento de negócios em Moçambique, que se realiza de 13 a 14 de Março próximo na capital moçambicana, Maputo.
Além de Moçambique, o Grupo 1 da África inclui Botswana, Burundi, Eritreia, e-Swatini, Etiópia, Gâmbia, Quénia, Lesotho, Libéria, Malawi, Namíbia, Ruanda, Seychelles, Serra Leoa, Somália, Sudão do Sul e Sudão, Tanzânia, Uganda, Zâmbia e Zimbabwe.

 

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