NA BACIA DO ROVUMA: Governo redefine termos para retoma dos projectos

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O GOVERNO e os parceiros da Área 1 da Bacia do Rovuma vão redefinir, até ao final do ano, os termos para a retoma dos projectos de gás natural interrompidos devido aos ataques terroristas na província de Cabo Delgado.

A garantia é do Ministro dos Recursos Minerais e Energia, Max Tonela, para quem  tanto o Governo como os principais intervenientes nos projectos estão satisfeitos com os avanços alcançados até ao momento.

Tonela, que falava ontem após a audiência concedida pelo Presidente da República, Filipe Nyusi aos representantes das empresas Galp e Mitsui, afirmou que se pretende garantir uma situação de segurança sustentável que permita a retoma dos projectos de investimento previstos para a Área 1.

O encontro do Chefe do Estado, com o Presidente do Conselho de Administração da Galp, Andy Brown, e o vice-presidente da Mitsui, Hirotatsu Fujiwara, serviu para a troca de informações sobre a participação das duas empresas nos projectos de investimento em curso no país.

“Os encontros serviram para dar a conhecer os esforços que o Governo está a desenvolver para assegurar a restauração das condições de segurança nas zonas afectadas pela acção terrorista, que tem vindo a ser acompanhado por todos os operadores e ver o momento em que serão criadas as condições para a retoma dos projectos”, afirmou o ministro.

Destacou que a Mitsui é um parceiro fundamental na concretização do projecto na península de Afunji, tendo uma vantagem sobre os compradores asiáticos, uma vez que os financiadores são na sua maioria japoneses.

Sobre a parceria com a Galp, Tonela recordou que a empresa é actualmente o principal interveniente na distribuição de gás de cozinha, com cerca de 70 por cento da quota do mercado nacional, realçando a parceria com o Governo no programa de promoção do uso de GPL no quadro da redução da pressão sobre as florestas.

“Estamos a trabalhar noutros projectos na região centro e na primeira unidade de enchimento de gás de cozinha em Nampula, que já está em progresso. A Galp também tem uma participação de 10 por cento da Área 4 da Bacia do Rovuma que tem como líder a ENI e a Exxon Mobil, então era para colher informações respeitantes”, acrescentou.

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