País já exporta açúcar branco

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DEZ mil toneladas de açúcar refinado foram exportadas, pela primeira vez, este ano, para mercados europeus, nomeadamente Itália, Espanha e Reino Unido, representando um significativo encaixe financeiro nos cofres do Estado.

O facto foi revelado ontem pelo Ministro da Agricultura e Desenvolvimento Rural, Celso Correia, no final de visita de trabalho à Açucareira de Moçambique, em Mafambisse, no distrito do Dondo, em Sofala.

A exportação resulta da refinaria instalada, em Novembro de 2018, na Açucareira de Xinavane, em Maputo, com capacidade instalada de 90 mil toneladas, aumentando os níveis de consumo interno.

Por isso, Correia destacou que, nos últimos dois anos, Moçambique deixou de importar o açúcar refinado, numa altura em que começam a se registar os sinais viáveis para a retoma da economia.

A Associação dos Produtores de Açúcar em Moçambique (APAMO), na voz do seu director executivo, João Jeque, garante  que as projecções deste ano, fixadas em 306 mil toneladas, nas fábricas que fazem parte da agremiação, nomeadamente Marromeu, Mafambisse, Xinavane e Maragra estão comprometidas devido a factores adversos, como baixa produtividade dos solos e mudanças climáticas.

As açucareiras filiadas na APAMO têm, ao todo, uma capacidade anual de 530 mil toneladas. O país conta ainda com as fábricas de açúcar de Chemba, em Sofala; Moamba, na província de Maputo e Chiúre, em Cabo Delgado.

O ano de 2018 foi descrito pelos produtores como o melhor dos últimos, com uma produção de 348 mil toneladas.

Ainda ontem o ministro da Agricultura e Desenvolvimento Rural dirigiu, nos campos da Açucareira de Moçambique, em Mafambisse, uma parada de extensionistas da rede pública.

Parte destes técnicos que receberam motorizadas, nesta campanha agrária 2021-2022, vão disseminar técnicas aos produtores de cana do sector familiar para a melhoria da produtividade.

Horácio João
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