País quer se tornar um centro de produção agrícola orgânica

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O GOVERNO moçambicano pretende transformar o país num centro regional de produção agrícola orgânica.A ideia é fazer o aproveitamento das extensas áreas férteis de que o país dispõe e da sua localização geográfica estratégica para obter vantagens competitivas na área de livre comércio africano.

A concretização deste objectivo será feita através de investimentos no sector agrícola e no processamento através da industrialização.

A informação foi avançada em Istambul, Turquia, pela vice-ministra da Indústria e Comércio, Ludovina Bernardo, onde participou no Fórum Económico e de Negócios Turquia-África, um evento terminado na sexta-feira.

Segundo ela, servindo como um centro de distribuição e ponto de entrada para a África Austral e outros mercados na região, Moçambique quer também atrair investimentos para a produção local de produtos por meio de uma industrialização moderna e integrada e de conteúdo local por meio de Micro, Pequenas e Médias Empresas (PME).

Na sua intervenção, a governante realçou que o país vai impulsionar a aceleração da base produtiva e comercial através de infra-estruturas de apoio como zonas Económicas Especiais, Parques Industriais e Mercados de Abastecimento.

“Queremos ser também uma referência e centro de produção local de energia continental com penetração global, com base nas boas práticas e na sustentabilidade. Pretendemos ainda nos destacar no turismo terrestre e marítimo por meio de financiamentos e investimentos alternativos”, disse.

Para a governante, na materialização dos objectivos acima mencionados, será necessário valorizar, promover e estimular o sector privado como parceiro no desenvolvimento de políticas públicas e agente efectivo no estabelecimento de parcerias empresariais.

Ludovina Bernardo, na sua dissertação, enfatizou que a zona de comércio livre continental africana está a ser construída centrada no comércio de bens e serviços, na harmonização e uniformização de procedimentos, elementos cruciais para uma melhor previsibilidade dos operadores.

Para ela, os activos estratégicos da área de livre comércio de África incluem as cadeias de valor com impacto e capacidade competitiva global; a industrialização integrada para agregar valor à produção local e; infra-estruturas de apoio à produção.

“São também estratégicos os corredores integrados de serviços logísticos como plataforma de internacionalização produtiva e de ligação global e facilitada a outros mercados, privilegiando a especialização e oferta modal integrada como rodoviário, ferroviário, marítimo e aéreo”, disse.

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