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Quinta-feira, 18 - Agosto, 2022

EDITORIAL

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ESTA é a nossa última edição de 2021. Amanhã começa um novo ano e com ele, novos desafios. Chegados aqui é tempo de fazermos uma reflexão sobre o que foi o ano prestes a findar e traçarmos perspectivas para o novo ciclo, cuja primeira página abre dentro de horas.

Ora, qualquer avaliação acerca do ano prestes a findar não tem como tornear a capacidade dos moçambicanos de se reinventarem depois de enfrentar desafios tais como a pandemia da Covid-19 que continua a desestruturar famílias e a dilacerar o tecido sócio-económico, os desastres naturais, nomeadamente os ciclones Eloise e Guambe que atingiram o Centro e Sul do país, afectando mais de 500 mil pessoas e o terrorismo em Cabo Delgado, com tentáculos para outras províncias, a instabilidade militar na zona Centro, a corrupção que mina o bom funcionamento das instituições públicas e privadas, entre outros fenómenos que retardam o desenvolvimento. Portanto, 2021 foi de luta permanente dos moçambicanos contra estes desafios que se associam aos já conhecidos como a pobreza.

Para suplantá-los, medidas estruturais e corajosas foram adoptadas pelo Governo visando tornar Moçambique país seguro, pacífico e até livre do terrorismo. Aqui, destacamos, incontornavelmente, o papel do Chefe do Estado, Filipe Nyusi, na busca de soluções para os múltiplos problemas que enfermam a nação. Debaixo de adversidades materiais e em condições difíceis, Nyusi mobilizou recursos para uma resposta adequada ao fenómeno do terrorismo, impedindo o seu avanço. Hoje, com o apoio das forças militares do Ruanda e da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), as Forças de Defesa e Segurança (FDS) estão a vencer a batalha contra o terrorismo, e a paz será novamente uma realidade no norte do país. A isto se associa o bem sucedido processo de Desarmamento, Desmobilização e Reintegração (DDR), conduzido num espírito de confiança mútua e de colaboração entre o Governo e a Renamo, parceiros internacionais, o que permite assegurar aquilo que é, desde há muito tempo, um sonho de todos nós, que é o de superar as feridas de uma guerra que tanto luto semeou entre os moçambicanos.

Também foi importante, ao longo deste período, o conjunto de medidas que se foram tomando para controlar a pandemia da Covid-19. Quantas vezes o Chefe do Estado se dirigiu à nação para anunciar medidas básicas de prevenção, diagnóstico e tratamento e para mobilizar a população para as campanhas de vacinação. Até porque o Governo adoptou um Plano Nacional de Vacinação contra a Covid-19 que prevê vacinar, até Dezembro de 2022, um total de 16.825.000 pessoas com idade igual ou superior a 18 anos de idade. Todo este exercício é no sentido de luta pela vida dos moçambicanos.

Os acidentes de viação continuaram marca do país ao longo de 2021, tendo, de 1 de Janeiro a 15 de Dezembro, sido registados 778 acidentes. E medidas estratégicas foram tomadas para reforçar o controlo álcool, dos tempos de condução e descanso, da velocidade, entre outras.

Ao passarmos em revista as inúmeras realizações e desafios que o país enfrentou não devemos esquecer a dinâmica do crescimento e desempenho macro-económico. Registos apontam que, a nível global, a economia continuou a ser fortemente abalada pelos efeitos do surgimento das novas variantes do novo coronovírus, com reflexo negativo no desempenho sócio-económico. O ambiente macro-económico registado este ano permitiu a realização de várias acções estruturantes nos sectores económico e social essenciais, resultando em impactos positivos na vida dos moçambicanos.

No ramo da energia, o Governo continuou a promover investimentos públicos e privados de reforço e expansão das infra-estruturas eléctricas para o aumento da capacidade de geração e distribuição de energia a nível nacional e também para estimular o desenvolvimento industrial.

Os desafios são enormes. E, por isso, recorremos às palavras do Presidente da República, na apresentação do seu informe anual à Assembleia da República, quando disse: “todos nós temos a consciência dos grandes desafios, mas eu, tenho ainda mais certeza de que podemos cumprir esses sonhos”. De facto, o caminho a trilhar é de muito trabalho para a consolidação dos avanços e superação das metas.

Acreditamos pois, a julgar pelas experiências vividas em 2021, que o ano 2022 será melhor, com novas vitórias e avanços que resultarão da entrega abnegada ao trabalho.

Feliz 2022!

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