OPERADORES dos transportes semicolectivos de passageiros, vulgo “chapeiros”, paralisaram as actividades, ontem, na Estrada Circular de Maputo, em protesto, alegadamente, contra a actuação, sem licenciamento, de viaturas particulares.
Os transportadores, das rotas que ligam os bairros Intaka, Muhalaze, Matola-Gare e Mathemele a vários destinos das cidades de Maputo e Matola, bloquearam a estrada com recurso a pedras, troncos de árvores e outros artifícios para travar o que consideram concorrência desleal.
Victor Manhiça, motorista de “chapa”, denunciou a existência de veículos de marca Toyota, modelo Sienta, que invadiram a primeira rotunda, no Intaka, sem licença para desempenharem serviços públicos e que levam passageiros para vários destinos da capital.
Marcos Vilanculos, por seu turno, relatou que os agentes da Polícia de Trânsito (PT) que trabalham neste corredor têm estado a efectuar cobranças ilícitas aos “chapeiros”, facto que dificulta o alcance da meta de receita exigida pelos proprietários das viaturas.
Marta Tchambule, passageira, desistiu de se deslocar ao posto de trabalho devido à paralisação dos transportadores.
A agente da PT Nórdica Mapossa, que se reuniu com os manifestantes, aconselhou-os a organizarem-se em grupo para encaminharem as inquietações às autoridades competentes e, consequentemente, identificar-se uma forma de pôr termo às cobranças ilícitas por parte dos agentes, bem como o exercício do transporte de passageiros por veículos particulares.


