LEOVEGILDO DA CRUZ
APESAR dos elevados investimentos do Governo para melhorar as condições de higiene e combate à propagação da Covid-19 e outras doenças resultantes da falta de higiene das mãos, nas escolas, muitas infra-estruturas já se encontram inoperantes em menos de cinco anos.
Em 2021, o extinto Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano destinou mais de 3,5 mil milhões de meticais para reabilitar e construir sanitários e pontos de lavagem das mãos em 651 escolas em todo o país. Na província de Maputo, foram investidos 200 milhões de meticais para melhorar as infra-estruturas em 52 estabelecimentos de ensino, de modo a reforçar a higiene e reduzir a propagação de doenças, garantindo a saúde dos alunos e professores.
Entretanto, a realidade contrasta com as promessas de garantir um ambiente escolar seguro e salubre, porque a falta de manutenção comprometeu rapidamente o funcionamento das instalações e consequente degradação.
Neste momento, os pontos de lavagem das mãos e os sanitários estão avariados e apresentam problemas como sistemas de esgoto entupidos e torneiras a funcionarem a “conta-gotas”.
Esta situação deve-se à limpeza inadequada dos sanitários, o que causa mau cheiro no ambiente escolar e propicia a ocorrência de doenças.
Iminente risco de doenças
APÓS o fim da pandemia da Covid-19, várias escolas nas cidades de Maputo e Matola negligenciaram as medidas de prevenção, especialmente a lavagem constante das mãos. Como resultado, infra-estruturas foram danificadas, concorrendo para o aumento do risco de eclosão e propagação de doenças como cólera, diarreia e infecções urinárias.
A título de exemplo, na Escola Primária Completa Unidade-6, no bairro Luís Cabral, a água deixou de jorrar nas torneiras desde o ano passado, os sanitários encontram-se em péssimas condições, com entupimentos dos sistemas de esgoto e falta de limpeza regular.
Além disso, o roubo do tanque e de torneiras, durante as manifestações pós-eleitorais, agravou ainda mais a situação já precária.
“Não gosto de usar os lavabos, cheiram muito mal e não têm água para lavar as mãos”, queixou-se a aluna I. Magaia.
Na Escola Secundária da Matola, das mais de 20 torneiras instaladas durante a pandemia, apenas seis estão em funcionamento.
“As infra-estruturas estavam em bom estado no início, mas com o tempo deixaram de funcionar.
Fotos: S.Manjate





