O HOSPITAL Central de Maputo (HCM) conta, desde ontem, com mais duas camas para hemodiálise, tratamento destinado a pacientes com insuficiência renal crónica ou aguda.
Com o equipamento, o HCM soma 16 camas para este tipo de intervenção. No entanto, continuam insuficientes para atender a demanda, o que leva a dificuldades no acesso ao tratamento pelos doentes, alguns dos quais chegam a perder a vida.
Falando ontem, durante a inauguração do equipamento, a nefrologista Elsa Chissico indicou que o hospital, que conta com 76 pacientes a fazer hemodiálise crónica, precisa de 35 a 40 máquinas para responder a demanda.
“Em relação à doença renal temos estado a evoluir no rastreio, seguimento e tratamento. Contudo, não conseguimos responder à procura devido à capacidade limitada. Trabalhamos com a lista de espera e só conseguimos vaga quando, infelizmente, morre um paciente ou consegue fazer transplante”, indicou.
Sobre as mortes, a nefrologista indicou terem sido registados dez óbitos em tratamento ano passado. Entretanto poderão ter perecido outros doentes que não conseguiram seguimento com a diálise, dos quais não há registo.


