LONGAS filas e lojas de venda de capulanas abarrotadas é o que se assiste na zona baixa da cidade de Maputo, a escassos dias da celebração do Dia da MulherMoçambicana, na próxima segunda-feira.
Trata-se de uma efeméride comemorada em homenagem à combatente da luta de libertação nacional Josina Machel, que morreu a 7 de Abril de 1971. E porque nos últimos anos a celebração ganhou mais condimentos, não podia faltar a capulana, símbolo da africanicidade.
Mulheres interpeladas pelo “Notícias” falam da importância da capulana enquanto símbolo de identidade, incontornável para as festividades do dia.
Lina José, umas das que estavam à busca deste item, conta que os preparativos para a ocasião estão difíceis, pois as lojas encontram-se muito cheias.
“Estou na fila para comprar capulana, não está fácil. Todas aguardam a sua vez para comprar e como esta é a última semana as lojas ficam abarrotadas”, disse.
Gertudes Mungói, munícipe, explica que o 7 de Abril é uma ocasião para celebrar, mas também para reflectir sobre os avanços e conquistas deste grupo ao longo dos anos. Anotou que as mulheres ainda enfrentam vários desafios, principalmente com a falta de segurança nos bairros.
“Estamos à procura de capulanas para o nosso dia. Esperamos que corra sem sobressaltos. Celebramos com apelos à melhoria das condições de segurança, porque temos acompanhado, com preocupação, casos de violação de mulheres e crianças um pouco por todo o país”, explicou.
Juvêncio João, modista, regista muita procura desde a semana passada.
“Nos últimos dias muitas mulheres buscam os meus serviços. Umas querem fazer a bainha para que a capulana não se estrague e outras confeccionam vestidos e túnicas”, disse a fonte.
Foto: S. Manjate



