PELO menos um em cada dez pacientes sofre danos ou sequelas resultantes de erros de diagnóstico, procedimentos cirúrgicos e tratamento de várias patologias no Hospital Central de Maputo (HCM), mais de metade dos quais podia ser evitada.
A informação foi avançada pela médica do HCM Samira Weng, no âmbito do Dia Mundial da Segurança do Paciente, que se assinalou a 17 de Setembro. Explicou que os erros de diagnóstico representam entre cinco e 20 por cento dos danos, daí que é importante um estudo minucioso na avaliação e audição do histórico do paciente.
Indicou que a maior unidade sanitária do país está a implementar protocolos rigorosos para a correcta identificação dos pacientes, essencial para evitar erros de diagnóstico e administração de tratamento inadequado.
“Estamos a reforçar a precisão na realização de exames físicos e complementares e a assegurar a administração segura de medicamentos, com especial atenção à dosagem correcta e preparação adequada dos fármacos”, disse.
Além disso, o hospital está a intensificar as práticas de higiene e controlo de infecções, por forma a prevenir complicações. A comunicação clara e eficaz entre profissionais de saúde, pacientes e suas famílias também é uma prioridade, segundo a médica.
“É crucial que todas as informações sejam devidamente compartilhadas e compreendidas para garantir um atendimento seguro e eficiente”, referiu. Anunciou que o HCM está a estabelecer núcleos de segurança em cada departamento para monitorizar incidentes e melhorar a qualidade dos cuidados de saúde.


