O PROCESSO de licenciamento e regularização do transporte semicolectivo de passageiros, em curso nos terminais de Zimpeto e Praça dos Combatentes, na cidade de Maputo, regista fraca adesão por parte dos operadores.
A campanha, levada a cabo pelo Conselho Municipal de Maputo, decorre desde finais de Abril e visa melhorar a actividade, reduzindo diversas irregularidades, agravadas na sequência das manifestações pós-eleitorais.
Bartolomeu Aboobacar, da rota Praça do Combatentes/Albasine, disse que alguns requisitos dificultam a regularização do exercício da actividade.
“Desconhecemos o local onde as brigadas estão instaladas para procedermos ao pagamento de taxas e obtenção das licenças, por isso os transportadores continuam a trabalhar sem documentação”, explicou.
Jaime Mucavel, passageiro, relatou que os agentes da Polícia Municipal ainda permitem desmandos, como entrevistas, obstrução da via, desvios e encurtamentos de rota, situações que dificultam a mobilidade dos munícipes.
“Pedimos às autoridades competentes que intensifiquem as actividades de fiscalização com vista a melhorar a mobilidade dos passageiros, que continuam forçados a fazer ligações para chegar cedo aos seus compromissos”, frisou.
O Conselho Municipal de Maputo, através da Direcção de Transportes e Trânsito, reforça o apelo aos transportadores para aderirem e cumprirem o licenciamento. Fonte do sector reconhece a persistência de operadores que trabalham à margem da lei.



