Director: Júlio Manjate

Hoje é o grande dia. Filipe Jacinto Nyusi será investido ao cargo de Chefe do Estado. E para marcar o dia, perto de 70 artistas, entre bailarinos, músicos, acrobatas e poetas, estarão em palco para celebrar o início do segundo mandato presidencial do estadista moçambicano.

Os ensaios decorram na Casa de Cultura do Alto Maé, na cidade de Maputo, e levaram 10 dias. Os artistas já estão prontos para representar os cinco anos de governação de Filipe Nyusi. Através de dança, música, poesia e acrobacia, serão trazidas as principais acções, obstáculos que Filipe Nyusi teve ao longo do exercício das suas actividades governativas.

O elenco tem a direcção artística do músico e coreógrafo Casimiro Nhussi, um dos fundadores da Companhia Nacional de Canto e Dança (CNCD) e director artístico da NAfro Dance, companhia de canto e dança estabelecida no Canadá.

Os artistas transpiram os corpos e prepararam o espectáculo ao mínimo detalhe. Para a execução do trabalho, Casimiro Nhussi conta com o auxílio de Emelva Dine, que desempenha o papel de coreógrafa e assistente, e Virgílio Sithole, coreógrafo principal assistente.

Além destes nomes, fazem parte do elenco inúmeros bailarinos, tais como Lulu Sala e Alexandra Matos; os músicos Stewart Sukuma e Xixel Langa; a actriz Cândida Bila, que vai declamar um poema, entre outros.

Um director artístico aberto

ACTUALMENTE Casimiro Nhussi está radicado no Canadá, mas sempre que pode retorna à terra que o viu nascer e, assim, partilha os seus anos de experiência.

Este ano recebeu uma missão, comandar o elenco que vai elaborar a apresentação do momento cultural na investidura de Filipe Nyusi para Chefe do Estado. O coreógrafo aceitou o desafio, escolheu os artistas e deixou que estes tivessem a independência de escolher os restantes membros da equipa. Neste processo só participou para dar uma olhada na lista, oferecer algumas sugestões e aprovar as opções de Virgílio Sithole e Emelva Dine.

O elenco é composto por artistas de diferentes grupos para que seja grande a partilha de ideias. Nos ensaios os mais novos aprendem dos mais velhos e vice-versa, o ambiente é de liberdade e aprendizado. 

“Temos aqui bailarinos do Grupo Hodi, Raízes, Huxene; acrobatas do grupo Circo Wezo, entre outros”, detalhou Virgílio Sithole.

Disse ser gratificante trabalhar com Casimiro Nhussi, o expoente máximo do musical. Até porque este é um reencontro, pois ambos já haviam estado juntos na Campanha Nacional de Canto e Dança.

“Aprendi e continuo a aprender muito com ele. É uma pessoa aberta, aceita sugestões, sabe ouvir o outro”, disse, indicando que admira a capacidade que o experiente coreógrafo tem de passar a sua experiência aos mais novos.

“É um profissional excepcional, trabalhei com ele na Companhia Nacional de Canto e Dança e hoje é muito bom reencontrá-lo neste trabalho”, disse Virgílio Sithole, para quem o bailado é uma oportunidade de trocar experiências, receber e passar o legado para as novas gerações.

Por sua vez, Emelva Dine aponta que trabalhar com o director artístico é sempre um desafio. “É uma pessoa muito exigente, que sempre procura explorar o melhor das pessoas com as quais trabalha”, disse, indicando ainda ser um privilégio fazer parte da equipa que prepara o musical para a tomada de posse de Filipe Nyusi ao cargo de Presidente da República.

 

Os aplausos são conquistados nos ensaios

OS ensaios terminaram e os artistas esperam o momento em que o Mestre de Cerimónias (MC) vai anunciar a sua actuação. Por aproximadamente 20 minutos o elenco vai espelhar, em palco, o que foi planeado na Casa de Cultura do Alto Maé

“Os artistas entregaram-se, o que nos dá certeza de que o bailado será um sucesso”, disse a coreógrafa Emelva Dine, que elogiou a capacidade de entrega dos artistas.

Por exemplo, Vasco Cutchuaio conta que chegavam 30 minutos antes do início dos ensaios para concentração e preparação espiritual.

“É sempre bom chegar mais cedo para preparar a alma e o corpo para a transpiração”, refere, indicando que os coreógrafos são exigentes.

“Disciplina é a palavra de ordem. É uma honra estar a trocar experiências com pessoas tão profissionais como estás”, indicou o bailarino do Grupo Raízes.

Já Carolina Busisiwa apontou ter sido uma boa experiência, sobretudo por esta ser a primeira vez que dança numa tomada de posse.

Nelson Magule é do Grupo Circo Wezo. Iniciou a sua carreira como bailarino, mas agora dança e faz acrobacias. É exímio no monociclo (bicicleta com uma rota), faz pirâmides, entre outras acrobacias.

“Será uma grande apresentação. Os nossos corpos estão preparados para fazer todas as acrobacias. Vamos apresentar toda a nossa arte de circo”, indicou.

Francisca Pedro, outra bailarina, refere que os ensaios correram como o previsto. “A preparação foi produtiva. Actuarei em dueto, por isso será uma apresentação acrobática”, explicou.

Os integrantes do Agrupamento Huxene serão os mais novos em palco. A pequenada deste grupo vai emprestar a sua energia para dar cor ao musical. Jonas Judas, de 16 anos de idade, está ansioso em subir ao palco e detalha que conta as horas para o arranque da sua apresentação.

Júlia Venâncio está mais tranquila e confiante. Diz não temer o público. Afinal serão mais de três mil pessoas, das quais 12 Chefes do Estado e de Governo que estarão sentadas a ver a sua actuação no palco da Praça da Independência, em Maputo.

“Já dancei para o Presidente Filipe Nyusi por duas ocasiões. E ambas na Praça dos Heróis”, indica, garantindo que a terceira vez vai superar as anteriores.

“Os ensaios foram bons e estamos todos preparados para dar o nosso melhor”, garantiu.

Os coreógrafos indicam que é um desafio comandar uma equipa composta por dezenas de pessoas. “Mas o nosso tempo de estrada preparou-nos para dirigir artistas. Quando saímos de casa preparamos o nosso espírito para gerir o temperamento de cada integrante da equipa e no final o trabalho corre como esperado”, refere Emelva Dine.

A preocupação dos coreógrafos é a gestão da ansiedade colectiva. No entanto, Emelva Dine tem certeza que durante a actuação o nervosismo passará.

“No final eles vão recordar-se das orientações dadas durante os ensaios e se esquecerão dos medos para darem espectáculo”, garantiram, indicando que “eles já assimilaram o conceito do musical, que é o factor determinante para o sucesso da actuação”, anotou.

Cinco anos representados num palco

O MUSICAL vai narrar, de forma artística, os cinco anos de governação de Filipe Nyusi. Os artistas vão mostrar que o processo foi duro, pois o Presidente da República teve vários obstáculos, mas manteve-se firme e prosseguiu com sucesso, pois o seu maior desejo é o bem-estar dos moçambicanos, a paz e harmonia colectiva.

O musical contempla os vários estágios de governação do Presidente Filipe Nyusi e traduz as aspirações vertidas no Plano Quinquenal do Governo (PQG).

“Para representar esta fase mostraremos os trabalhadores a executarem as suas actividades quotidianas”, indicou Virgílio Sithole.

Quando menos se esperava surgiram contra-tempos. O Presidente da República foi desafiado pela natureza. No seu mandato foi fustigado por inúmeros fenómenos naturais, sendo que os mais intensos foram os ciclones Idai e Kenneth. Apesar das adversidades os objectivos foram mantidos e a harmonia venceu o caos.

Os coreógrafos indicam que os obstáculos que Nyusi teve de enfrentar também estarão representados. “Mostramos, de forma artística, que o país se reergueu, depois dos ciclones”, contam.

Uma das partes essenciais do musical é a representação do esforço de Filipe Nyusi na manutenção da paz no país.

“A paz é o símbolo da última governação”, indicou Virgílio Sithole, acrescentando que serão aglutinadas várias modalidades artísticas, desde a dança, música e poesia, para estampar “o sentimento que a paz gera nos moçambicanos”.

Músicos afinados para o evento

STEWART Sukuma e Xixel Langa fazem parte do elenco de artistas que farão parte do musical. Os músicos vão emprestar a sua voz para dar brilho ao espectáculo. Com dedicação, os artistas se entregaram aos ensaios e hoje vão apresentar ao público o resultado da transpiração.

Dos temas a serem interpretados está “Moçambique”, de Stewart Sukuma. A letra da música reflecte a beleza do país. Os bailarinos, acrobatas e outros artistas integrantes do elenco conhecem as notas desta faixa, que será apresentada com arranjos singulares feitos pela banda do musical.

Xixel Langa trabalhou com o elenco e “improvisou” um tema para o musical. Nele reflecte o trabalho abnegado dos moçambicanos para o alcance do seu bem-estar.

“Vamos cantar por um Moçambique melhor. O meu tema fala mais de trabalho, força. O que a minha faixa faz é motivar as pessoas para criar recursos para continuar a desenvolver o país. E é esta a nossa esperança, porque queremos paz, liberdade de expressão”, disse.

A cantora sente-se privilegiada em fazer parte deste elenco. “É a primeira vez que participo de algo do género”, contou Xixel Langa, que acrescentou que será um momento brilhante, porque “junta do Norte ao Sul de Moçambique, do Zumbo ao Índico. O país estará em festa”.

A produção está completa

LOURINO (Lino) Cuna está na produção e empresta a sua experiência adquirida na Companhia Nacional de Canto e Dança para a efectivação do evento.

Nos ensaios coordenou questões logísticas, transporte e alimentação. E mais, Lino era o elo de ligação entre os músicos, bailarinos, acrobatas e os encenadores.

“É uma experiência gratificante trabalhar com estes profissionais. Além de estar na produção, a minha missão foi velar pela parte musical. Sem dúvidas, foi um desafio, mas executei, pois faço com todo o gosto”, disse.

Nas tarefas de Lourino Cuna estava a programação de todos os ensaios, os contactos com todos os artistas e tudo que tem a ver com o evento. O facto de ser uma apresentação que será vista por uma plateia de luxo, que inclui estadistas, não lhe meteu medo.

“Já estive na coordenação de várias actividades do género. No entanto, não do mesmo calibre. Mas encaro cada trabalho com o mesmo sentido de profissionalismo, pois quero que, no final, tudo corra como o previsto”, indicou, garantindo que em termos de produção o musical tem tudo para dar certo.

“Será um espectáculo único. São cerca de 80 pessoas envolvidas, entre artistas e pessoal de produção”, detalhou, acrescentando que espera satisfazer o público que vai assistir ao evento.

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