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Director: Lázaro Manhiça

O MINISTÉRIO da Educação e Desenvolvimento Humano (MINEDH) tem um défice de 25.800 mil salas de aulas para acomodar mais de 4.800 turmas que estudam ao relento em diferentes escolas do país.

Os dados foram avançados hoje pela ministra do sector, Carmelita Namashulua, durante a cerimónia de recepção de dois livros de conteúdos estatísticos sobre o censo de 2017, destinado aos alunos do ensino primário e secundário.

Na ocasião, Namashulua disse que o Governo continua a trabalhar visando mudar o actual cenário, em que muitas crianças estudam debaixo das árvores e sentadas no chão.

Os livros foram entregues ao (MINEDH) pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), com o objectivo de induzir os alunos a aprender sobre a evolução da população moçambicana  através de textos e números.

A ministra referiu que é importante que os alunos aprendam sobre a importância do uso da estatística desde a tenra idade. 

“Estas duas brochuras vão alcançar os nossos alunos e induzí-los a ter o gosto pelos números. O conhecimento sobre estatística é importante igualmente para o aprimoramento dos  métodos e projeções para uma boa gestão do sector da educação”, sublinhou.  

Por outro lado, Mónica Magaua, presidente do (INE), explicou que uma das brochuras é destinada aos alunos do ensino primário, com o objectivo de mobilizá-los a aprender sobre a estatística através de textos e  números. 

“A segunda, em formato de banda desenhada, tem como finalidade incentivar os estudantes  do ensino secundário sobre a importância do uso de dados estatísticos no seu dia-a-dia”, disse.   

Acrescentou que com os livros as crianças e adolescestes vão poder acompanhar a evolução da população através dos dados do censo 2027 contidos nos manuais.  

Andrea Wojnar, representante do Fundo das Nações Unidas para a População (UNFPA),  apontou que a disseminação dos dados do censo 2017 para as crianças e jovens é importante passo para garantir os compromissos de Moçambique quanto a educação sexual abrangente e é pertinente na integração do Plano Estratégico 2020-2029

O PRESIDENTE da República, Filipe Nyusi, tem previsto hoje (17) um conjunto de encontros com importantes empresas francesas, muitas das quais presentes em Moçambique, como é o caso da petrolífera Total.

O encontro com o presidente da Total tem lugar na sede da gigante petrolífera francesa e Filipe Nyusi estará acompanhado pelo Ministro da Economia e Finanças, Adriano Maleiane, do seu conselheiro Omar Mithá e do presidente do Conselho de Administração do INP (Instituto Nacional do Petróleo), Carlos Joaquim Zacarias.

O encontro será seguido de um almoço com a direcção da companhia petrolífera.

A Total é actualmente o mais importante investidor estrangeiro em Moçambique, com um investimento de cerca de 20 mil milhões de dólares, no maior projecto em África do sector de hidrocarbonetos com promessas de gerar postos de empregos e aumentar a renda das famílias e contribuir com receitas para o Estado.

Preve-se que no encontro seja abordada a situação da segurança e que Governo moçambicano apresente as garantias de segurança para a continuação do projecto de Gás Natural Liquefeito, paralisado devido aos ataques terroristas que recentemente assolaram o distrito de Palma.

Além do presidente da Total, o Chefe do Estado recebe hoje em audiências separadas os presidentes da EGIS, a maior companhia francesa de engenharia consultiva, da Technip, da CIS, empresa que tem como negócio principal Catering e Gestão de Instalações, e da Societé Generale, um dos maiores bancos da Europa. Todas estas empresas estão presentes em Moçambique e quase todas com relações aos projectos de gás da bacia do Rovuma.

Embora o encontro com a Total seja visto como o mais importante nesta campanha de diplomacia económica do Chefe do Estado à França, ao nível das relações bilaterais com Paris é esperada a assinatura de pelo menos quatro acordos, nomeadamente um memorando relativo a consultas políticas e trocas de informações entre os chefes das diplomacias dos dois países, um outro entre o Banco de Moçambique, a embaixada da França em Maputo e a Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD) para a assistência técnica ao banco central moçambicano para combater o branqueamento de capitais; um acordo de convenção de financiamento entre a AFD e o Ministério da Economia e Finanças para apoiar a redução de perdas não técnicas da EDM e um sobre dívida.

O COSTA do Sol, campeão em título, perdeu ontem no seu reduto diante do Ferroviário de Maputo, por 1-2, naquele que foi o derby da 6.ª jornada do Moçambola, atrasando-se ainda mais no ataque aos lugares cimeiros da classificação, liderada pela Black Bulls, com 16 pontos.

Num jogo apitado por Artur Alfinar, para os comandados de Artur Comboio – que vêm de um empate (0-0) em Quelimane, frente ao Matchedje de Mocuba – o dia cinzento prenunciou-se logo aos dois minutos da contenda, com o golo de Marcel, que colocou os “locomotivas” a vencer por 1-0.

Os “canarinhos” ainda repuseram a igualdade à beira do intervalo, por Telinho, o que deixou o jogo em aberto e equilibrado durante largo período da segunda metade, tendo ao aproximar do ocaso da contenda feito muita gente acreditar que o empate prevaleceria até ao apito final.

Contudo, Marcel mostrou que estava em tarde de grande inspiração e, aos 82 minutos, ditou a sentença do jogo, com um “bis” efusivamente festejado, que fazia o Costa do Sol perder quatro pontos desde a retoma do Moçambola, um saldo que o técnico Artur Comboio (substituto de Horácio Gonçalves) deve procurar compensar. Neste momento, o “canário” ocupa a 10.ª posição na tabela.

Noutros jogos da jornada registaram-se dois resultados volumosos. O Ferroviário da Beira, segundo classificado, com 15 pontos, derrotou a Associação Desportiva de Vilankulo por 3-1, seguindo firme na perseguição àlíder Black Bulls. Por seu turno, o duelo entre dois “caloiros” do Moçambola (Ferroviário de Lichinga e Matchedje de Mocuba) terminou com os “militares” a serem goleados por 4-0, o que os coloca inamovíveis na cauda da tabela, com apenas dois pontos.

Em Nampula, o Ferroviário de Nacala provou que a deslocação da Liga Desportiva de Maputo seria difícil, vencendo-a por 1-0, com golo solitário de Ndazione. Em Xinavane, o Incomáti recebeu e venceu o Ferroviário de Nampula à tangente (1-0). Já a União Desportiva do Songo voltou a não ser feliz, desta feita em Chimoio, onde foi empatar (1-1) com o fragilizado Textáfrica, depois da cabazada sofrida na ronda cinco (4-1 em casa, frente à Black Bulls).

Na próxima jornada (7.ª), o derby da ronda aponta como protagonistas a UD Songo e o Costa do Sol, duas equipas em crise de resultados e com novos comandos técnicos.

A BUSCA de mais investimentos para Moçambique e assegurar aos parceiros internacionais de cooperação que o país é seguro para se apostar nele estão entre os principais objectivos da visita de trabalho de três dias que o Presidente da República, Filipe Nyusi, efectua desde ontem à França.

Nyusi está em Paris por duas razões: para uma visita bilateral e participar na Cimeira sobre o Financiamento das Economias Africanas, prevista para amanhã.

Promovida pelo Chefe de Estado francês, Emmanuel Macron, a cimeira deve reunir presencial e virtualmente mais de quinze líderes africanos, europeus e chefes de organizações e de instituições financeiras internacionais que, em um dia, deverão apresentar propostas concretas sobre o difícil problema de financiamentos aos países africanos perante aspesadas e sufocantes dívidas que possuem.

Embora importante a participação do Chefe do Estado moçambicano na cimeira, para os interesses imediatos do país olha-se mais para resultados dos encontros que Nyusi deve ter hoje e amanhã com Macron e com os líderes de importantes empresas francesas, em particular com o presidente do Conselho de Administração (PCA) da Total, Patrick Jean Pouyanné.

Com um montante de 20 mil milhões de dólares, o investimento da Total no gás da Bacia doRovuma é o maior e mais importante em Moçambique, com promessa de contribuir grandemente para o desenvolvimento do país.

Entretanto, a gigante petrolífera francesa suspendeu recentemente as suas operações em Afungi, Cabo Delgado, na sequência do ataque terrorista de Março à vila de Palma, justificando comproblemas de segurança.

Aliás, aquestão dasegurança deverádominar as conversações de Filipe Nyusi com Emmanuel Macron, bem como com as empresas francesas.

O Presidente deve transmitir ao governo e demais parceiros económicos franceses o empenho do executivo moçambicano no estabelecimento das condições de segurança no país, e em Cabo Delgado, particularmente, para o bem das comunidades locais e de todos os investimentos na província.

Aliás, as autoridades moçambicanas procuram mobilizar o apoio político e humanitário para o desenvolvimento socioeconómico integrado da região norte do país, no quadro da estratégia de uma abordagem holística de combate ao terrorismo.

Neste aspecto, Paris propõe um acordo sobre segurança marítima no Canal de Moçambique, através do qual poderia implicar mais a França na luta contra o terrorismo no norte do país.

No encontro com o seu homólogo francês, o Presidente moçambicano vai também procurar garantir o apoio de Paris à candidatura de Moçambique a membro não permanente do Conselho de Segurança da ONU para o biénio 2023/2024. As eleições terão lugar em 2022.

O Presidente da República é acompanhado nesta visita pelos ministros dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Verónica Macamo Dlhovu;da Economia e Finanças, Adriano Maleiane;dos Recursos Minerais e Energia, Ernesto Max Tonela;embaixador de Moçambique naRepública Francesa, Alberto Maverengue Augusto;quadros da Presidência da República, do Banco de Moçambique e de outras instituições do Estado.

PELO menos 66 dos 76 contentoresde madeira em toro retornaram ao Poro de Pemba no fim-de-semana, abortando-se, deste modo, a sua exportação ilegal para a China.

Trata-se de 2032 metros cúbicos de madeira que terá saído do Porto de Pemba num esquema fraudulento envolvendo um cidadão chinês de nome Kelly,da empresa Cheufang,então fiel depositário indicado pelo Tribunal Provincial, depois que a operação de exportação foi embargada em Agosto do ano passado.

Após a saída ilegal da madeirado porto, a Procuradoria Provincial deteve o cidadão chinês.

O procurador-chefe provincial,Octávio Zilo,disse ontem, em conferência de imprensa,que adevolução damadeira ao Porto de Pemba envolveu contactos diplomáticos entre Moçambique e China.

Explicou que a procuradoria tomou conhecimentode que o navio carregando a madeira ilegal zarpara do Porto de Pemba quando a embarcação já se encontrava a navegar em águas internacionais,o que não permitiu a sua apreensão.

Zilo explicou que os 66 contentores devolvidos ainda não tinham chegado àChina. Neste momento, prosseguemdiligênciaspara adevolução dos outros contentores.“Estamos a trabalhar para que isso aconteça o mais rápido possível”, afirmou.

O procurador-chefe disse a jornalistasquemais um indivíduode nacionalidadechinesa, cujo nome não revelou,acaba de recolher aos calabouços, acusado de fazer parteda desta operação ilegal.

A fonte indicou que investigações prosseguem para encontrar mais envolvidos. A primeira apreensão da madeira,ocorrida em Agosto do ano passado, foi feita depois de uma denúncia anónimadando a indicação de que o processo de exportação não tinha seguido os trâmites legais.

Na altura, nove indivíduos, entre funcionários da Autoridade Tributária, fiscais da Agência Nacional para o Controlo da Qualidade Ambiental (AQUA)e elementos dasForças de Defesa e Segurança, que acompanharam a sua embalagem, foram detidos.

A madeira retornou ao Porto de Pemba no mesmo navioostentandoo nome de ATHENNS.

CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

Presidente: Júlio Manjate

Administrator: Rogério Sitoe

Administrator: Cezerilo Matuce

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