Director: Lázaro Manhiça

PELO menos 288,4 mil pessoas, congregadas em perto de 47 mil famílias, do Centro do país e norte de Inhambane foram afectadas pelos ventos, chuvas e inundações derivadas do ciclone tropical Eloise, que atingiu o território nacional fim-de-semana último.

Os dados constam do balanço oficial divulgado na tarde de ontem pelo Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), que, para além de sete óbitos já confirmados em Sofala, aponta para outros dois em Manica e Zambézia e ainda 12 feridos.

Contudo, o balanço é ainda preliminar, uma vez que continuam as operações de busca e salvamento de vítimas do ciclone em Sofala, Manica, Zambézia e norte de Inhambane, concretamente ao longo da bacia hidrográfica do Save.

Dos atingidos, pouco mais de 24 mil foram evacuados antes ou depois do ciclone destruir as suas casas e cerca de 17 mil destes e não só estão actualmente acomodados em 33 centros criados para o efeito nas províncias de Sofala e Manica. Grande parte dos centros, 31 estão em Sofala e acolhiam até ontem 15.510 pessoas, incluindo mulheres, idosos e crianças.

Perto de 70 homens estão envolvidos na busca e salvamento, movimentando-se em 32 barcos e com auxílio de um helicóptero e cinco drones de identificação e monitoria do cenário, segundo aponta o INGD, que já trabalha com 13 agências humanitárias.

Os ventos e chuvas ciclónicos foram de magnitude alta que destruíram 13.960 casas, 4.154 das quais completamente e inundaram outras três mil, com destaque para Sofala e Manica.

Setenta e quatro unidades sanitárias, incluindo casas de mãe-espera, sofreram danos variados, para além de 411 salas de aula, das quais 89 desabaram completamente, perante a força dos ventos, que atingiram entre 120 e 150 km/h, e chuvas que no Búzi e noutros pontos de Sofala ultrapassaram os  200 milímetros em 12 horas.

Pelo menos 48 estradas do Centro do país estão intransitáveis, devido a galgamentos pela água e/ou cortes e destruições de obras de arte como pontes e aquedutos, situação que deixa diversas divisões administrativas sem comunicação rodoviária com o resto do país.

Fora do sector de estradas e o da energia eléctrica, a agricultura também contabiliza perdas devido ao fenómeno natural. Até ontem, 142 mil hectares de culturas diversas eram dados como perdidos, razão pela qual entre os apoios que se solicitam constam sementes e outros insumos para as famíliasserelançarem na produção logo que as águas baixarem. 

(JOSÉ CHISSANO, NA BEIRA)

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