COMEMORA-SE hoje o 25 de Junho, data em que, em 1975, foi proclamada a independência nacional do jugo colonial português. As cerimónias centrais da celebração da efeméride realizam-se em Maputo e serão dirigidas pelo Chefe do Estado, Filipe Nyusi, na Praça dos Heróis Moçambicanos.

A independência nacional foi solenemente proclamada às zero horas pelo falecido Presidente Samora Moisés Machel, no Estádio da Machava, em nome do povo moçambicano. A vitória sobre o colonialismo português, após cerca de cinco séculos de dominação, era o resultado dos Acordos de Lusaka, a capital da Zâmbia, assinados a 7 de Setembro de 1974 pela Frente de Libertação de Moçambique, na pessoa de Samora Machel, e pelo Estado português, reconhecendo o direito do povo moçambicano à independência.

No discurso proferido na ocasião, Machel disse que o Comité Central da Frelimo proclamava a independência total e completa de Moçambique e a sua constituição em República Popular de Moçambique.

Segundo afirmou, a República que nascia era a concretização das aspirações de todos os moçambicanos, a extensão a todo o país da liberdade já conquistada durante a luta armada de libertação em algumas partes do território moçambicano e produto do sacrifício dos combatentes nacionalistas e de todo o povo.

A República Popular que acabava de nascer seria um Estado soberano e independente e de democracia popular, em que a Frelimo seria o dirigente. Foi definida a agricultura como a base no processo de edificação material da nova sociedade e a indústria como factor dinamizador, contando com as próprias forças e apoiada pelos seus aliados naturais.

O país edificaria uma economia avançada, próspera e independente e asseguraria o controlo dos seus recursos naturais a favor das “massas populares”. Progressivamente, seria aplicado o princípio justo de cada um segundo o seu trabalho e de todos segundo as suas capacidades.

O Estado foi definido como sendo laico, em que se separaria completamente da Igreja.

A paz foi colocada como sendo também um dos objectivos da jovem República Popular. Com efeito, Samora Machel disse no seu discurso que o país iria prosseguir sem desfalecimento uma política visando o estabelecimento de uma paz real, baseada na justiça.

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