Director: Júlio Manjate

O PRESIDENTE da República, Filipe Nyusi, anunciou a conclusão, semana passada, dos processos preparatórios para o Desarmamento, Desmobilização e Reintegração (DDR) dos homens armados da Renamo, a nível da região Norte do país.

Esta informação foi transmitida aos membros do Governo na comissão sobre questões militares pela Renamo, que esta semana esperam partilhar a novidade com os restantes do grupo e peritos internacionais, antes dos passos subsequentes.

Falando ontem na Praça dos Heróis Moçambicanos, em Maputo, nas cerimónias centrais da celebração dos 44 anos da independência nacional, Filipe Nyusi disse que esta é mais uma etapa importante que se cumpre rumo ao acordo de paz definitiva, cuja assinatura está prevista para antes das eleições gerais marcadas para 15 de Outubro.

“Resgatar a paz duradoura, efectiva e sustentável para Moçambique continua a ser o nosso maior compromisso como país”, reiterou o Chefe do Estado, para quem a paz continua a ser principal prioridade do Governo, assumindo que sem ela não haverá desenvolvimento e nem democracia sustentável.

Voltou a referir-se aos resultados do último encontro com o presidente da “perdiz”, Ossufo Momade, em Chimoio, dos quais destacou a convicção unânime de que é “chegado o momento da cessação definitiva de hostilidades militares e início imediato da reintegração dos homens da Renamo”.

Reafirmou que no encontro, decorrido em ambiente cordial e de fraterna abertura, foi avaliado o grau de execução das decisões das reuniões anteriores entre as partes, definido o roteiro e cronograma visando o acordo sobre a paz definitiva antes das eleições de 15 de Outubro.

Entretanto, Filipe Nyusi lamentou o facto de a paz efectiva que a sociedade moçambicana aguarda confiante estar a ser ameaçada na província de Cabo Delgado, onde, segundo afirmou, “grupos de malfeitores continuam a engendrar acções de terrorismo, aliciando jovens moçambicanos para se revoltarem contra os seus compatriotas indefesos”.

O Presidente da República disse que nas suas incursões estes malfeitores destroem campos de produção, habitações, decapitam barbaramente homens e mulheres, roubam medicamentos e alimentos, entre outros actos macabros.

“As Forças de Defesa e Segurança vão continuar no terreno a combater, sem trégua, estes malfeitores e não descansarão enquanto a paz não estiver restituída neste ponto do país”, garantiu Filipe Nyusi, reiterando a condenação a estes actos que classificou como “um atentado frontal contra a soberania nacional, o Estado e o povo moçambicano”.

Na celebração do Dia da Independência Nacional, o Chefe do Estado dirigiu ainda a cerimónia de condecoração com as medalhas Cidadão Honorário de Moçambique e as ordens Eduardo Mondlane do 1.º Grau; Samora Machel do 3.º Grau; 25 de Junho do 1.º Grau; e Militar 25 de Setembro de 1.º e 2.º graus. As insígnias foram atribuídas a entidades e personalidades que se destacaram na formação e edificação do Estado moçambicano.

Ainda integrado nas festividades dos 44 anos da independência nacional, Filipe Nyusi inaugurou o Museu da Presidência da República.

Mais pormenores sobre as cerimónias de hoje nas páginas nove e vinte e sete desta edição.

ALCIDES TAMELE

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Presidente: Bento Baloi

Administrator: Rogério Sitóe

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