A Federação da Rússia está interessada na reactivação das relações com Moçambique, sobretudo no domínio económico, na senda do que a sua petrolífera estatal, Rosneft, prepara-se para se instalar no nosso país, integrada no consórcio ExxonMobil, no quadro da produção de gás natural liquefeito na bacia do Rovuma.

Correspondendo ao interesse do restabelecimento da cooperação bilateral, o Presidente da República, Filipe Nyusi, é esperado hoje em Moscovo para uma visita oficial de quatro dias, a convite do seu homólogo, Vladimir Putin.

Um comunicado da Presidência da República recebido ontem na nossa redacção situa a visita do Chefe do Estado moçambicano à Rússia no quadro da consolidação e aprofundamento das tradicionais relações de amizade e cooperação entre os dois países, nos domínios bilateral e multilateral.

A expectativa das autoridades moçambicanas é que esta seja uma oportunidade para os dois países definirem estratégias visando o reforço do seu relacionamento político, económico e empresarial.

Durante a sua estada naquele país, Filipe Nyusi vai manter conversações oficiais com Vladimir Putin, além de reunir-se com a comunidade moçambicana residente na Rússia, e proceder à abertura do Fórum Empresarial Moçambique – Rússia. Estão igualmente previstas visitas a empreendimentos de interesse económico e social.

Consta ainda da agenda do Presidente Nyusi, a deslocação, amanhã, à Praça Vermelha, Joaquim Alexander, para a deposição de uma coroa de flores no Túmulo do Soldado Desconhecido.

“Trata-se de uma visita histórica, visto que é a primeira que um Chefe do Estado moçambicano realiza à Federação da Rússia desde a dissolução da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS), em 1991, sendo que a última visita a Moscovo foi realizada pelo antigo Presidente da República, Joaquim Alberto Chissano, em 1987”, refere o comunicado da Presidência da República.

Nesta deslocação, o Presidente da República faz-se acompanhar pela esposa, Isaura Ferrão Nyusi; dos Ministros da Defesa Nacional, Atanásio M’tumuke; dos Recursos Minerais e Energia, Ernesto Max Tonela; pelas Vice-Ministras dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Maria Manuela dos Santos Lucas e da Ciência e Tecnologia, Ensino Superior e Técnico-Profissional, Leda Hugo; pelo Embaixador Extraordinário e Plenipotenciário da República de Moçambique junto à Federação da Rússia, e por quadros da Presidência da República e de outras instituições do Estado.

Sobre o interesse russo no projecto de gás da bacia do Rovuma, o Embaixador daquele país em Maputo, Alexander Surikov, disse em entrevista ao Notícias que os passos seguintes aguardam apenas pela decisão final de investimento por parte do consórcio.

Outrossim, segundo Surikov, a Rússia manifesta o desejo de aumentar o volume de investimentos em Moçambique. A título de exemplo, referiu que o comércio bilateral aumentou 25 por cento em 2018 em comparação com o ano anterior, totalizando 115 milhões de dólares. Este ano as cifras são animadoras, tendo em conta que só nos primeiros três meses, as trocas comerciais duplicaram comparativamente a igual período de 2018, tendo passado de 11,2 milhões de dólares para 24,3 milhões de dólares americanos.

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