Director: Júlio Manjate

A FALTA de consenso entre os actores da cadeia de valor do caju ditou o adiamento, ontem, da fixação do preço de referência para compra ao produtor na campanha de comercialização 2019/2020.

O Conselho Técnico do Instituto de Fomento do Caju (INCAJU) esteve reunido ontem em Maputo para deliberar sobre aproposta do preço de referência para a próxima campanha, que arranca em Outubro.

Fonte do INCAJU representada no evento garantiu ao “Notícias” que,devido à falta de consenso, foi convocada uma reunião extraordinária para 30 de Setembro corrente.

Na abertura da reunião de ontem, o Ministro da Agricultura e Segurança Alimentar, Higino de Marrule, justificou a fixação de preços de referência com a necessidade de assegurar que todos os actores da cadeia de caju sejam equitativamente remunerados e, deste modo, estimular-se o fomento, processamento e comercialização deste produto de rendimento.

De acordo com o ministro, depois de um período relativamente conturbado na sequência das mudanças estruturais ocorridas na economia do país nos finais da década de 90, nos últimos anos o subsector do caju vem registando um crescimento encorajador.

“Actualmente,a produção média comercializada é de 140.000 toneladas por campanha, com a indústria a registar uma capacidade potencial de 110 mil toneladas, empregando 17 mil trabalhadores”, disse.

De referir que na campanha 2017/18 os preços de compra da castanha ao produtor variavam entre 37, 70 a 80 meticais por quilograma, uma subida de cerca de 17 por cento comparativamente a 2016/17, altura em que os produtores vendiam o quilograma da sua produção a uma média de 55 meticais.

Entretanto, o Governo considera que,embora tenha havido esta variação positiva, o aumento do preço não significou maior ganho para o produtor.

Ainda ontem, os participantes dareunião do Conselho Técnico do INCAJU, evento em que também estiveram presentes representantes dos produtores, da União Nacional dos Camponeses, da Associação para a Promoção do Cooperativismo Moderno e da Bolsa de Mercadorias de Moçambique, analisaram a proposta de taxas a aplicar pela prestação de serviços pelo INCAJU, no âmbito do regulamento do caju.

Segundo o Ministro Higino de Marrule, a proposta de introdução de taxas a serem cobradas pelos serviços do INCAJU “constitui uma simbólica contribuição dos actores para a cobertura dos custos administrativos inerentes a estes processos”.

CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

Presidente: Bento Baloi

Administrator: Rogério Sitóe

Administrator: Cezerilo Matuce

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