Director: Lázaro Manhiça

O relatório das auditorias de controlo de custos dos projectos de gás em Moçambique está pronto e estará brevemente disponível para consulta pública.

Esta garantia foi transmitida ontem pelo Presidente do Conselho de Administração do Instituto Nacional do Petróleo (INP), Carlos Zacarias, para quem o Governo moçambicano continua a trabalhar para assegurar que os custos dos projectos de exploração de gás estejam dentro dos termos previamente programados.

Falando durante a cerimónia do lançamento da plataforma flutuante que vai produzir o gás do projecto Coral Sul na Bacia do Rovuma, Zacarias indicou que o controlo de custos é um processo contínuo, no entanto, os primeiros resultados do relatório já estão prontos e poderão brevemente ser consultados na página do INP na Internet.

Referindo-se ao lançamento da plataforma ao mar, cerimónia que decorreu a partir dos estaleiros da Samsung Heavy Industries, em Busan, Coreia do Sul, Carlos Zacarias disse tratar-se de um momento único, antecedido de outros que foram também determinantes, como o corte do primeiro aço e a montagem dos primeiros mono-blocos.

Explicou que depois deste momento espera-se que sejam instalados os componentes principais de superfície e alguns do interior para que até finais deste ano tudo seja concluído para que no próximo ano a plataforma seja rebocada para Moçambique.

“Neste momento estamos a lutar para que tudo corra dentro do período definido e de acordo com os gastos pré-definidos para que em 2022 seja produzido o primeiro gás no Rovuma”, assegurou o Presidente do INP.

Acrescentou que depois do arranque da produção o que se espera é que em Moçambique haja mais empregos, mais oportunidades para as empresas moçambicanas e com a venda do gás haja também receitas para o Estado.

Carlos Zacarias reiterou que devido aos elevados custos envolvidos no projecto os ganhos para o Estado serão paulatinos. No entanto, estima-se que ao fim de 25 anos as receitas ao Executivo cheguem a 19 biliões de dólares.

Com um comprimento superior a 430 metros, uma largura de 66 metros e 44 metros de altura, a plataforma flutuante Coral Sul é a primeira que vai operar em águas profundas e é a segunda maior do mundo.

Trata-se de uma infra-estrutura que, segundo dados apurados pelo “Notícias” em Busan, está preparada para enfrentar eventos extremos no alto mar, ou seja, pode continuar a operar sem danos mesmo em caso de ciclones da dimensão superior ao Idai ou Kenneth, que assolaram as regiões centro e norte no início do ano passado.

A embarcação, fabricada nos estaleiros navais da Samsung Heavy Industries, tem uma capacidade para produzir 3,4 milhões de toneladas de gás por ano, para além de turbinas com capacidade para auto-abastecer-se em 250Mw de corrente eléctrica.

A cerimónia de lançamento da plataforma foi testemunhada, para além de quadros moçambicanos, também pelos dirigentes das empresas responsáveis pela construção da embarcação, nomeadamente a Samsung, a TJS, um consórcio que envolve a Tecnip, JGS e Samsung, bem como a ENI.

(Titos Munguambe, em Busan)

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