Director: Lázaro Manhiça

O SECTOR privado nacional deve reduzir a sua dependência em relação ao Estado, como forma de aumentar a sua credibilidade junto das instituições financeiras.

Esta é a ideia defendida por Carlos Madeira, director da Banca Corporativa e de Investimentos do Standard Bank, numa entrevista que concedeu ao jornal “Notícias”.

Para além de ser um dos principais bancos que actuam em Moçambique, o Standard Bank tem realizado estudos periódicos analisando a situação económico-financeira do país e não só.

Na entrevista, Carlos Madeira considera que, em certa medida, o facto de a maioria dos empresários ter o Estado como “seu cliente primário do negócio” não estimula a redução das taxas de juro praticadas pela banca comercial.   

“Se pretendermos transformar Moçambique, fazendo com que deixe de ser um país de armazéns e intermediação, para o de uma indústria transformadora, as taxas de juro devem ser mais atractivas”, reconheceu.

Entretanto, salientou que a solução não está apenas do lado dos bancos comerciais ou do Banco Central, frisando que ela passa, necessariamente, por uma organização de todos intervenientes no que toca à informação correcta de negócios e a redução do nível de incumprimento.

“Uma central de risco eficiente e um processo de cobranças menos burocrático poderão ajudar para que os “bons devedores” tenham taxas bonificadas e os menos regulares no cumprimento das suas obrigações paguem o preço real”, afirmou.

A fonte pronunciou-se à volta do impacto que o projecto de Gás Natural Liquefeito (GNL) poderá provocar na economia, observando que o mesmo irá consolidar a posição de Moçambique como um dos maiores produtores e fornecedores deste recurso, a nível global e regional, e constituirá o maior investimento privado efectuado no continente africano.

Analisando as incidências da Covid-19, Carlos Madeira defendeu que a doença demonstrou a necessidade de Moçambique procurar ser auto-suficiente para fazer face a futuros choques similares.

“Estou convicto que a Covid-19 terá trazido para o nosso país e para vários outros países em desenvolvimento a necessidade de procurarem ser auto-suficientes, o máximo possível, para fazerem face a futuros choques similares e a necessidade de ter uma economia diversificada e não concentrada num ou em dois sectores-chave de actividade”, referiu.

Mais detalhes sobre a entrevista no PRIMEIRO PLANO da presente edição.

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