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“Inta Mutlhangela” é um hino cristão de louvor ao criador disto tudo. O ntsutsu da canção é: como irei-lhe agradecer pelas bênçãos Senhor Deus?

Deste jeito, com vozes distantes, de crianças brincando, se introduz o saxofone de Ivan Mazuze, que segundos depois é encaixado pelos pratos da bateria, de Frank Paco, que o acompanha até cruzar-se com o piano acústico (Sifiso Makalisa) que gradualmente vai se impondo, enquanto o sopro de Mazuze se mantém constante. Discretamente Jacob Young participa com a sua guitarra e Peter Ndlala no baixo.

 Distribuídos os ingredientes sonoros, a música vai desaguando no ouvido e traz consigo memórias de infância, cheiros de igreja, leva a passear por uma infinidade de lugares. Tudo isto em jeito de "buyanine" ao seu mais recente álbum, Ubuntu.

Ubuntu é uma palavra de origem Zulu e Xhosa, muito usada por Mandela e discutida pelo arcebispo anglicano, sul africano, Desmon Tutu.

Segundo Tutu, autor de uma teologia ubuntu: "a minha humanidade está inextricavelmente ligada à sua humanidade".

 Noutra perspectiva, da filosofia africana, Ubuntu quer significar humanidade com os outros. O conceito tem a sua essência no ser humano e a forma como se comporta em sociedade.

Ubuntu pode ser entendido como a capacidade humana de compreender, aceitar e tratar bem o outro.

Seus sinônimos são a generosidade, solidariedade, compaixão com quem precisa, o desejo sincero de felicidade e harmonia entre os homens.

 Louw (1998), enfatiza, assentado na máxima Zulu: umuntu ngumuntu ngabantu (uma pessoa é uma pessoa através de outras pessoas), que o termo pode ter uma conotação religiosa.

Neste sentido, sugere que o indivíduo se caracteriza pela humanidade com seus semelhantes e através da veneração aos seus ancestrais.

 Vasculhando nos sítios da internet, ainda encontrei que as pessoas que compartilham do princípio do Ubuntu no decorrer de suas vidas continuarão em união com os vivos após a sua morte.

 Só o título, por si, é inesgotável e traduz a preocupação do autor de Maganda e Ndzuti, seus álbuns anteriores, com o debate dos valores morais em crise a nível social. No intervalo dos últimos cinco anos os sul africanos encheram os jornais do mundo inteiro pelos seus actos de violência e Xenofobia. Ubuntu é do Zulu, é uma ironia?

 Não sei, talvez Mazuze responda.

 A imposição do saxofone e da flauta Mazuzianas tornam os outros instrumentos modestos acompanhantes.

 Numa estrutura rítmica que dispensa a voz, criando um lençol sonoro capaz de provocar sensações distintas que invadem, sem agressão, o ouvido, descem a espinha e circulam entre as veias.

Na faixa 8,"Malecon", a flauta é que dá a voz de comando, guia a peça, depois descansa; dando espaço a bateria, ao piano, de Michael Bloch, o baixo que fazem das suas, numa harmonia agradável de ouvir.

 Em tempos difíceis que o país atravessa, este álbum é uma mensagem de esperança, pois, o título, sugere sentimentos ternos entre as pessoas.

O título "Kulhula" (Vencer) [7] pode significar que não obstante as dificuldades, é possível ultrapassar as barreiras e lá no fundo superar.

 Mazuze ainda dá um incentivo, na faixa 10, "Hamba kahle" (Vá bem), esta é uma das mais animadas do Ubuntu.

Restam ainda as faixas 9 e 3, respectivamente: "Short of peace, Ubuntu", entre outras.

Já que Ubuntu é o que a pessoa é, o álbum fecha, o total de 12 peças, com a sugestão: "Talking with myself", um convite a introspecção do ouvinte, a música é calma e suave, leve.

A composição do álbum, excepuando as faixas 6 e 9 que contou com a colaboração de Michael Bloch, foi feita por Ivan Mazuze; que igualmente foi produtor, tendo contado com Odd Gjelsns na produção executiva.

Este projecto com 53 minutos e 47 segundos foi gravado na Urban Studios, por Jock Loveband, em Junho de 2015. Coube a Fersky Lyt fazer a mistura e a masteização do produto final.

Tem na sua capa uma pintura abstracta de Sylva Karin Johansen.

Sugiro a escutar o álbum numa tarde de domingo, em conversa com amigos, num ambiente calmo, acompanhado de umas cervejas.

Leonel Matusse Jr.

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