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Categoria: Capital
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VÃO hoje a enterrar no cemitério de Michafutene os restos mortais de Grácio Gregório Chimuquile, co-piloto do voo TM 470 das Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) que se despenhou a 29 de Novembro passado em território namibiano.

A recepção do corpo teve lugar ontem no Aeroporto Internacional de Maputo, na cidade de Maputo, e contou com a presença de membros do Governo, familiares e representantes de confissões religiosas.

O desembarque da urna da aeronave comercial das LAM teve honras prestadas pelas Forças Armadas de Defesa de Moçambique. A urna, hermeticamente selada, estava coberta com a bandeira nacional, tendo sido de seguida colocada em cavalete e depois transportada para a viatura da funerária.

Do aeroporto, os restos mortais de Grácio Gregório, 26 anos de idade, foram levados à morgue do Hospital Central de Maputo (HCM), onde se realizou o velório dirigido pelo Bispo reformado da Diocese dos Libombos, Dom Dinis Sengulane.

Para hoje, está prevista a realização de um culto ecuménico na Igreja Anglicana de Choupal, no bairro de Inhagóia, arredores da capital, de onde se seguirá para o cemitério de Michafutene, onde Chimuquile será sepultado.

Agora, os familiares respiram de alívio por poder acompanhar o seu ente querido para a sua última morada, passados cerca de sete meses de espera. Na morgue, familiares não esconderam o seu alívio pela recepção dos restos mortais do seu ente.

Dos 33 perecidos no acidente aéreo, 16 eram moçambicanos, entre os quais seis membros da tripulação. Restos mortais de catorze das vítimas foram repatriados em Abril, tendo na altura os corpos de dois nossos compatriotas, incluindo do co-piloto Grácio Gregório Chimuquile, ficado em solo namibiano para a conclusão do processo de identificação.

Os passageiros moçambicanos perecidos são Saquina Cassamo, Aurélio Fernando Chemane, Reichete Honwana, Dulce Chimene, Glória Malambele, Nádia Mulchande e Jenia Sambo. Das crianças constam os nomes de Carlos Reis (bebé), Laise Reis e Yumalay Reis.

A tripulação do voo fatídico era constituída por Hermínio Fernandes (comandante do voo); Grácio Gregório (co-piloto); Guimarães Mulungo (chefe de cabine), Heidir Abubacar (assistente de bordo), Vanda Moore (assistente de bordo) e Mistério Manhique (técnico de manutenção).

A última vítima por transladar é o técnico de manutenção. Marlene Manave, administradora delegada da LAM, disse que é indefinida a data para a transladação dos restos mortais da última vítima moçambicana, o que poderá acontecer depois da conclusão da perícia para a sua identificação.

“Esperamos que o trabalho de identificação da última vítima moçambicana aconteça também o mais breve possível. Há todo um processo que está em curso e pensamos que esteja para breve”, disse Marlene Manave.