Director: Júlio Manjate

SESSENTA por cento dos técnicos médios graduados anualmente em diversas especialidades pelo Instituto Industrial de Maputo (IIM) são absorvidos pelo mercado de emprego. Paulo Santos, director adjunto-pedagógico daquela instituição de Ensino Técnico-Profissional, disse que no ano passado, por exemplo, foram graduados 412 técnicos em dez diferentes áreas de especialização.

Disse igualmente que as estatísticas da instituição indicam que cerca de metade dos jovens que terminam os cursos médios no IIM entram para as universidades para prosseguir com os estudos a nível superior.

Fora os elevados índices de empregabilidade, tendem igualmente a passar para a história os mitos de que os cursos do IIM são para homens e que é impossível concluir o nível nos três anos e meio previstos.

Com efeito, segundo a fonte, dos 1360 estudantes inscritos no presente ano 150, o equivalente a 11 por cento, são do sexo feminino, e uma média de 80 por cento dos finalistas de cada ano deixa o instituto com o nível concluído, de acordo com o nosso entrevistado.

Embora os níveis de ingresso de raparigas estejam a crescer nos últimos tempos, a Direcção da instituição considera que a cifra continua abaixo do desejado, razão por que há exercícios visando atrair mais raparigas para cursos como mecânica geral, sistemas eléctricos, electrotecnia, electricidade industrial, estradas e pontes, construção de edifícios, construções hidráulicas, química analítica e química industrial.

Entre as acções para angariação de raparigas o responsável apontou as aulas grátis de preparação aos exames de admissão e os convites sistemáticos dos finalistas da 10.ª classe para visitas guiadas ao instituto.

As últimas foram durante a semana passada, que foi dedicada ao Ensino Técnico-Profissional.

REFORMA TROUXE MELHORIAS

A reforma da educação técnico profissional em curso, que introduz, entre outras inovações, a formação modular, contribui para a melhoria das condições de ensino no IIM.

A título de exemplo, o director adjunto-pedagógico apontou o apetrechamento do laboratório de electricidade industrial com equipamentos de tecnologia de ponta. As oficinas de mecânica geral, que actualmente constituem a principal queixa, serão igualmente modernizadas ainda neste ano.

Com ajuda do Governo da Espanha, o Instituto Industrial de Maputo está igualmente a equipar os laboratórios de hidráulica.

Entretanto, com a transformação de alguns espaços de aulas em áreas de ensaios foi construído um novo bloco com 14 salas. Inaugurado este ano, o edifício elevou para 36 o número de salas de aulas disponíveis.

Actualmente o IIM conta, para além das 36 salas de aulas, com oito laboratórios e duas oficinas, sendo que parte destas áreas de exercícios práticos necessitam de retoques em termos de equipamentos. As oficinas de mecânica usam equipamentos com mais de 20 anos no IIM.

QUALIDADE DE DOCENTES DESAFIA GESTORES DO IIM

Anecessidade da melhoria da qualidade dos professores de modo a se adequarem à reforma do ensino constitui um dos grandes desafios do Instituto Industrial de Maputo.

Entre as estratégias em curso, Paulo Santos destacou o envio de docentes ao estrangeiro para capacitação. A Alemanha é um dos parceiros de relevo nesta componente.

Ao que explicou, um grupo de docentes regressou no início deste ano daquele país europeu e, segundo o planificado, deverá voltar para a conclusão dos cursos. Dentro de dias chega ao IIM um grupo de especialistas sul-africanos para capacitar os professores de electricidade, principalmente sobre a manutenção do laboratório, uma área muito sensível daquela instituição.

De destacar que a manutenção dos equipamentos tem também sido feita pelos próprios alunos. Os da mecânica industrial, por exemplo, estão a “reabilitar” um torno mecânico avariado há alguns anos. De acordo com garantia do professor Aurélio Manhiça, a máquina estará operacional dentro dos próximos dias.

ATRAÍDOS PELO ENSINO TÉCNICO

NA nossa visita ao IIM falámos com alguns alunos que confessaram a sua paixão pelo Ensino Técnico-Profissional.

Ratiba Tajú, uma das cinco alunas da turma do 1º Ano de Electricidade Industrial, disse ter sido um sonho de infância formar-se naquela área. Ajuntou sentir-se à vontade entre cerca de 25 colegas homens numa área habitualmente considerada masculina.

“Sinto-me orgulhosa por estar entre homens”, disse.

Francisco Simbine, finalista de Química Analítica, disse ser melhor formar-se no Ensino Técnico que no ESG devido às competências que se obtêm numa unidade como o IIM.

Aconselhou os alunos que concluem a 10ª classe a ingressarem no Ensino Médio Técnico-Profissional por, segundo ele, ser uma via mais prática de atacar o mercado de emprego.   

José Chissano

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