Director: Júlio Manjate

O Presidente da República de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, escalou ontem a cidade da Beira, onde, entre outros assuntos, inteirou-se dos efeitos do ciclone Idai,que assolou esta urbe em Março do ano passado. LEIA MAIS

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AS chuvas que estão a cair na cidade da Beira começaram adeixaras casas alagadas e a provocar estragos como cortes de vias de acesso nos bairros periféricos da urbe. LEIA MAIS

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O Presidente da República português, Marcelo Rebelo de Sousa, visita hoje a cidade da Beira, a região mais afectada pelos ciclones de 2019, que classificou como “um ponto crucial” na sua deslocação a Moçambique.

O chefe de Estado, que se encontra em Moçambique desde segunda-feira, dedica o dia de hoje à cidade da Beira, “onde irá, tal como havia prometido, inteirar-se do processo de recuperação naquela região muito fustigada pelos ciclones que assolaram Moçambique em 2019", segundo uma nota da Presidência da República portuguesa.

"Tinha de ser um ponto crucial nesta presença em Moçambique", referiu Marcelo Rebelo de Sousa, quarta-feira, aos jornalistas em Maputo, onde assistiu à cerimónia de investidura de Filipe Nyusi para o segundo mandato presidencial.

O Presidente português encontra-se em Mocambique desde segunda-feira e regressa a Lisboa no sábado, com um programa centrado na tomada de posse de Filipe Nyusi, Presidente moçambicano, para um segundo mandato, cerimónia realizada ontem.

Marcelo recordou a mobilização solidária de Portugal para apoiar as vítimas dos ciclones em Moçambique ao justificar a deslocação à Beira.

A viagem será feita hoje de manhã, pelas 10:30 locais num avião C-130 da Força Aérea Portuguesa, entre Maputo e a Beira, com regresso à capital moçambicana já de noite.

A visita do chefe de Estado português acontece dez meses depois de o ciclone Idai atingir a urbe onde vive meio milhão de habitantes.

O Presidente vai visitar as obras de reconstrução do Hospital Central da Beira, unidade de referência no Centro do pais, onde os blocos cirúrgico, de imagiologia e o banco de sangue foram reconstruídos com apoios portugueses e moçambicanos e voltaram a funcionar em Novembro.

Até Abril deverão ficar concluídas as obras nos blocos de psiquiatria, centro ortopédico, direcção, banco de socorro e ginecologia.

Os trabalhos fazem parte de uma das cinco candidaturas de organizações não-governamentais (ONG) que na última semana foram escolhidas para receber 1,9 milhões de euros do Fundo de Apoio à Reconstrução e Desenvolvimento de Moçambique, criado pelo Governo português e que junta contribuições de diferentes origens: públicas, de câmaras municipais, associações, fundações e empresas.

Marcelo vai ainda reunir-se com a comunidade portuguesa residente na região e a cargo da qual estão vários negócios que sofreram diversos prejuízos.

Os ciclones Idai e Kenneth atingiram Moçambique em Março e Abril de 2019, respectivamente, e mataram quase 700 pessoas.

Foi a primeira vez que Moçambique foi atingido por dois ciclones de categoria extrema na mesma época das chuvas.

Na agenda do Presidente estão também previstas visitas ao consulado-geral de Portugal na Beira e à exposição “Futuros Presidentes” no Centro Cultural Português.

De volta a Maputo, Marcelo Rebelo de Sousa terá na sexta-feira um encontro com a equipa da cooperação técnico-militar em Maputo e um almoço com personalidades locais, no último dia da sua visita a Moçambique.

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Está praticamente controlado o roubo de gado bovino no posto administrativo de Nhangau, na cidade da Beira, segundo garantias dadas pelo respectivo chefe, Fernando Arriaga.

 Num passado recente os furtos eram frequentes na calada da noite, com recurso a armas de fogo e instrumentos contundentes.

Fernando Arriaga explicou ter contribuído para a redução do roubo a introdução de patrulhamento conjunto envolvendo membros da Polícia da República de Moçambique (PRM) e elementos do policiamento comunitário.

Arriaga recordou que as pilhagens intensificavam-se nos períodos festivos, facto que, entretanto, não se verificou na última quadra festiva.

“Os malfeitores chegavam aos currais das quintas e abatiam indiscriminadamente animais, que eram imediatamente transportados em viaturas de caixa aberta para venda no Mercado do Maquinino, no centro desta cidade. Desta vez, felizmente, não tiveram espaço de manobra”, disse.

O chefe do posto administrativo de Nhangau revelou que na sequência do trabalho em curso já foram neutralizadas mais de 20 quadrilhas, curiosamente envolvendo praticamente as mesmas pessoas postas em liberdade condicional pelo tribunal perante pagamento de alguma caução.

Para além do roubo de gado bovino, em Nhangau também eram dizimadas nos currais cabeças de caprinos e suínos, em incursões que “semeavam” medo entre os guardas e criadores das mais de 200 quintas existentes, com cerca seis mil cabeças.

Como impacto directo do actual ambiente de ordem e tranquilidade públicas a produção do gado leiteiro está a recuperar consideravelmente, com uma produção média diária de mais de mil litros de leite.

Consequentemente, o mesmo leite ali produzido começa a deteriorar-se devido à ainda fraca capacidade de resposta por parte dos consumidores.

Ainda assim Arriaga garantiu-nos que alguns potenciais criadores estão empenhados na produção leiteira.

O posto administrativo de Nhangau é potencial em recursos agropecuários e piscatórios e conta com o universo de 13 mil habitantes. Localiza-se há cerca de 30 quilómetros do centro da cidade da Beira.

(Horácio João)

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Seiscentas e trinta vagas estão disponíveis para novos ingressos em diferentes cursos no Instituto Industrial e Comercial da Beira (IICB), os quais se vão juntar aos 1732 que já frequentam esta instituição de Ensino Técnico-Profissional.

O facto foi revelado pelo director do IICB, Rogério Duarte, à margem de uma visita que o governador-cessante da província de Sofala, Alberto Mondlane, efectuou na segunda-feira às instalações do IICB para se inteira das obras de reabilitação, edificação e apetrechamento da instituição.

Na ocasião Rogério Duarte revelou que as aulas vão arrancar dentro do período previsto, embora alguns docentes ainda estejam em formação dentro do país e no Brasil.

“O projecto contempla a componente de formação psico-pedagógica, estando já a decorrer um processo envolvendo 50 professores, enquanto outros terão formação técnica que está a ser ministrada por pessoal qualificado ligado às empresas que produziram o novo equipamento instalado”, explicou o nosso entrevistado.

Estudantes ansiosos

ENTRETANTO, alguns estudantes presentes na visita do governador Alberto Mondlane mostraram-se ansiosos com o arranque das aulas e com a oportunidade de entrarem em contacto com as novas máquinas alocadas a vários departamentos, entre os quais os da Construção Civil, Mecânica, Electricidade Geral e Electricidade-Auto.

Em conversa com o nosso Jornal o estudante de mecânica Alberto Tivane disse que não vê a hora de iniciar as aulas para apreender a operar a nova tecnologia.

“Para mim as aulas deveriam iniciar hoje. Vi as máquinas montadas no laboratório de mecânica e, apesar de estar a frequentar o 3° ano, só via material igual nos filmes ou catálogos da internet. Se me dissessem para começar a estudar hoje eu diria que estou pronto. Este equipamento dá vontade de aprender. Assim muitos virão inscrever-se”, regozijou-se Tivane.

Já para Manuela Matende, estudante do Curso de Contabilidade, os estudantes do Ensino Técnico-Profissional têm ferramentas para aprenderem e poderem trabalharem em qualquer parte do mundo.

“Estou satisfeita por ver esta tecnologia nova na nossa instituição. Assim posso dizer que podemos trabalhar em qualquer parte do mundo e em igualdade de circunstâncias com os locais. Agradecemos ao Governo. Eu nunca imaginava que algum dia teríamos um laboratório apetrechado como este. Estava a ver o instituto a ruir por falta de equipamentos, mas agora é com orgulho que afirmamos que somos estudantes do IICB”, disse.

Já Manuel Dauce, estudante de Electricidade, afirmou estar “a viver um sonho”.

 “Tinha dúvidas sobre  o projecto, mas agora fico maravilhado quando vejo esta maquinaria toda. Considero que a nossa geração é de sorte, porque nunca houve maquinaria igual aqui. Gostaria que as aulas fossem mesmo hoje”, comentou Manuel Dauce, que frequenta o 4° ano.

Para o estudante de Contabilidade Roberto Tangune, o equipamento novo alocado ao IICB demonstra o quão o Governo está interessado em investir na educação técnica e profissional.

“Não consigo acreditar no que estou a ver. Não esperava que tão já tivéssemos isto. Estou feliz e parabenizo quem idealizou este projecto, porque leva-nos a competir ao mesmo nível com alguns países que estão avançados em termos de promoção do Ensino Técnico-Profissional”, disse Tangune.

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