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Director: Lázaro Manhiça

O COMANDANTE Geral da Polícia da República de Moçambique (PRM), Bernardino Rafael, condenou ontem (20) a onda de raptos que se regista no país, garantindo que as autoridades “estão a trabalhar” para esclarecer os casos.

“Lamentamos e condenamos este tipo de crime, que não têm razão de existir”, declarou à comunicação social Bernardino Rafael.

“Há um trabalho que está sendo feito por todas forças intervenientes, incluindo os órgãos de justiça, para poder esclarecer os restantes três casos”, declarou Bernardino Rafael.

Dos quatro casos registados neste ano, três ocorreram na última semana.

Na noite de quinta-feira, um empresário do ramo do entretenimento foi raptado na cidade de Quelimane, na província da Zambézia, depois de no dia 11 ter sido raptado um outro empresário, de nacionalidade indiana, numa das avenidas da capital, Maputo.

No dia 13, uma mulher de 49 anos, de nacionalidade portuguesa, foi raptada à saída do consulado de Portugal, também em Maputo.

Desde o início de 2020, as autoridades registaram mais de 10 raptos, cujas vítimas são empresários ou seus familiares.

Numa declaração à comunicação social ontem em Maputo, a ministra da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos, Helena Kida, defendeu a “aposta no efeito repressivo” para travar a onda de raptos no país, manifestando “muita preocupação” face ao recrudescimento deste tipo de crime.

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