Director: Júlio Manjate

 

O Hospital Central de Maputo (HCM) internou no passado ano de 2018 um total de 2490 bebés nascidos prematuramente, dos quais 182 resultaram em óbito.

Os dados foram divulgados ontem, em Maputo, pela Directora do Serviço de Neonatologia do HCM, Ivana Dias, por ocasião da celebração do Dia Mundial da Prematuridade, cujo lema global, este ano, é “Prematuro: Cuidados Certos no Tempo Certo e no Local Certo”.
Ela apontou doenças crónicas como a diabetes, a hipertensão e as infecções maternas durante a gestação como os principais factores da prematuridade, que pode ser controlada durante as consultas pré-natais.
A fonte destacou a importância de todas as mulheres grávidas aderirem às consultas pré-natais para controlar os factores de risco e evitar partos prematuros.
Ivana Dias disse que os partos prematuros podem ocorrer, de uma forma geral, com todas as mulheres grávidas, apontando as mulheres com idade inferior a 21 anos e superior a 35 anos como as mais vulneráveis.
Referiu ainda que grande parte das crianças nascidas prematuramente que sobrevivem têm sequelas de saúde graves, que por vezes são irreversíveis, daí a necessidade de se seguir estritamente todas as recomendações feitas pelos técnicos de saúde durante as consultas pré-natais.
Por sua vez, Mouzinho Saíde, Director-Geral do HCM, disse que os nascimentos prematuros constituem grande desafio para o Hospital e o país, em geral, por ser a principal causa de internamento e morte em crianças menores de cinco anos.
Disse que as crianças que nascem antes das 37 semanas estão sujeitas a problemas graves de saúde, como asfixia, infecções, entre outras doenças por virem ao mundo antes que o seu organismo esteja totalmente constituído.
Informou que o hospital que dirige regista um elevado número de sobrevivência de bebés prematuros, facto que é resultante da dedicação dos profissionais de saúde em garantir a qualidade de vida dos recém-nascidos. “Não seria possível termos elevadas taxas de sobrevivência em prematuros se não tivéssemos profissionais dedicados e zelosos, porque as crianças prematuras têm dificuldades em mamar e respirar, o que exige um acompanhamento a tempo inteiro”.
O HCM tem estado a aumentar o número de consultas pré-natais das mulheres grávidas, bem como a melhoria das condições das maternidades para garantir que menos crianças nasçam prematuras.
Foi, igualmente, instalado no HCM um banco de leite para garantir a alimentação das crianças que por incapacidade ou por outras razões não podem ser amamentadas pelas respectivas mães, disse Saíde.
Matilde Raimundo, mãe da pequena Alice, contou que sua filha, que actualmente está com dez meses e com um peso de nove quilos, nasceu com sete meses de gestação e pesava na altura 1kg e 960 gramas, o que fez com que ficasse internada durante 25 dias numa incubadora e sete dias no berçário do HCM.
Disse que em toda a gestação teve corrimento, facto que para os médicos apresentava grande risco para o bebé, e mesmo com o pronto atendimento não foi possível evitar que a sua filha nascesse prematura, o que veio a mudar completamente a sua vida.
“A minha rotina não era fácil, tinha que estar no hospital de três em três horas para amamentar a minha filha, e por viver distante do hospital tive dificuldades para ter dinheiro de transporte, mas graças ao apoio da minha família tudo deu certo”, contou.
As celebrações do Dia Mundial da Prematuridade decorreram no último domingo, 17 de Novembro, com o objectivo de consciencializar a sociedade sobre os cuidados a ter para se reduzir a taxa de prematuridade e mortalidade neonatal.

Eunice Chemane, da AIM
 

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