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DEZENAS de vendedores retalhistas foram detidos, hoje, no Mercado Grossista do Zimpeto, na cidade de Maputo, por continuar a exercer a actividade no local, desobedecendo as orientações do município.
A detenção dos infractores culminou, igualmente, com a apreensão de diversos produtos, entre frescos e fabricados, que os infractores comercializavam ilegalmente no local.
Trata-se de uma medida que visa organizar o “Grossista” do Zimpeto, bem como, disciplinar os comerciantes a vender nos mercados municipais indicados pelo município e evitar que os mercados sejam lugares de contaminação pela Covid-19.
A acção coerciva foi desencadeada pela direcção de Mercados e Feiras, do Conselho Municipal da Cidade de Maputo (CMCM), administração do Grossista do Zimpeto, Polícias Municipal e da República de Moçambique (PRM).
A administradora do Grossista, Ester Isabel, explicou que os retalhistas foram, previamente, sensibilizados a abandonar o local e já receberam guias para se apresentarem no mercado municipal do Matendene, no bairro do Magoanine “C”.
A retirada dos retalhistas não agrada os vendedores a grosso, uma vez que estes ajudavam no escoamento rápido dos produtos comercializados no mercado.
“Os retalhistas eram nossos parceiros. Eles compravam quantidades significativas do produto para a revenda”, contou Samora Matavele, comerciante de cebola e batata.
Alguns retalhistas continuavam a desafiar as autoridades. Estes colocavam os produtos em sacos plásticos e chamavam os potenciais clientes de forma discreta.
“Já não há espaço no mercado do Matendene, por isso vou permanecer aqui, porque preciso sustentar a minha família”, disse Vinolda Pascoal, vendedora de legumes.
O “Notícias” visitou o mercado municipal do Matendene e constatou que há ainda bancas por ocupar.
Belém Belichane, representante do município, disse que os vendedores recém-admitidos estão a ser sensibilizados para que não regressem à rua ou ao “Grossista”.
“Estamos a sensibilizar os vendedores grossistas para que passem a abastecer mercadorias no Matendene, de modo a evitar que os retalhistas se desloquem ao “Grossista” e por conseguinte saiam do mercado”, comentou Belichane.
Por sua vez, os vendedores que aderiram as bancas no mercado municipal de Matendene apelam às autoridades para que haja tratamento igual para todos.
“Quero que todos os vendedores retalhistas saiam do mercado Grossista para cá, pois só assim os munícipes ganharão consciência de que devem fazer as compras neste local”, apontou Lili Banzela, vendedora de tubérculos.
Por sua vez, Leonel Muchina, porta-voz da Polícia no comando da cidade, disse ainda ser prematuro anunciar o número de detidos porque o trabalhos continuam em curso, com vista a retirar os vendedores informais que operam no “grossita” para se instalarem nos mercados indicados pela edilidade.
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OS distritos municipais de KaMavota e KaMubukwana, na cidade de Maputo, contam, a partir de hoje, com mais meios de limpeza, que permitirão a recolha de 600 toneladas de resíduos sólidos por dia.
Trata-se de cinco camiões, 52 contentores para o depósito de lixo, três carinhas e quatro motorizadas para acções de fiscalização.
O material, orçado em 180 milhões de meticais, foi apresentado pela empresa de saneamento Enviroserv Moçambique, e corresponde a 40 por cento do equipamento, de um total de nove camiões e 169 contentores de lixo, a ser alocado, pelos próximos cinco anos, nos distritos de KaMavota e KaMubukwana.
Segundo a directora-geral da Enviroserv, Joelma Banze, a instituição está a capacitar os recursos humanos da instituição e de algumas micro-empresas para a melhor gestão do material, como também tornar os bairros dos distritos municipais mais limpos.
O presidente do Conselho Municipal da Cidade de Maputo, Eneas Comiche, destacou que os meios têm capacidade de recolher maior quantidade de lixo, facto que aliviará as idas à lixeira de Hulene, bem como, permitirá a poupança de combustível, reduzindo os seus impactos para o ambiente.
O edil instou as outras três empresas, Ecolife, Clean África e a Amodeque, comprometidas com o município na gestão de lixo nos restantes distritos municipais a disponibilizarem o equipamento de limpeza, o mais breve possível.
Comiche alertou os munícipes a conservarem o material, e serem os primeiros fiscalizadores da qualidade do serviço prestado.
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A CIDADE e a província de Maputo vão ter, num futuro próximo, uma linha férrea circular, ligando sete estações para flexibilizar a mobilidade de passageiros e mercadorias, numa iniciativa da MetroBus. A mesma visa a construção de uma linha férrea de raiz, com aproximadamente 27 quilómetros de extensão, ligando as estações da Matola Gare e do Albazine, nos municípios da Matola e Maputo, respectivamente. Leia mais
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UM camião rebocador entrou, hoje, em funcionamento na cidade de Maputo, para a remoção de viaturas mal estacionadas e sucatas, de modo a melhorar a transitabilidade no município da capital do país.
A viatura foi entregue à Polícia Municipal, pelo edil de Maputo, Eneas Comiche, com a recomendação de usar a unidade móvel para disciplinar o estacionamento de viaturas e não para promover actos de corrupção.
Para além da viatura reboque, a Polícia Municipal da Cidade de Maputo (PMM) recebeu 80 rádios portáteis e respectivos microfones, carregadores múltiplos, 50 antenas de cinco estações de Rádio, três das quais de base móvel e as restantes fixas. O material está orçado em cerca de oito milhões de meticais e foi adquirido pela edilidade.
O equipamento vai flexibilizar a comunicação entre os agentes para a retirada de veículos mal estacionados na urbe e coordenar outras actividades da corporação.
“Não devemos usar o camião reboque para chantagear, extorquir ou ameaçar os infractores das posturas municipais, mas sim penalizá-los observando a legislação”, disse o edil da capital do país, Eneas Comiche.
A autarquia reconhece o rápido crescimento do parque automóvel, facto aliado ao estacionamento proibido e abusivo, existência de mecânicos de rua e o abandono de carcaças de viaturas, o que provoca congestionamentos nas vias e dificultando a mobilidade, afirmou.
“A expectativa é que o equipamento aumente a capacidade de resposta da Polícia em tempo útil, bem como dinamizar a comunicação entre os postos da PMM, nos distritos municipais, ao mesmo tempo que reforça a segurança e a ligação entre a corporação e os munícipes”, apontou.
Por sua vez, o comandante da PMM, Paulo Langa, indicou que os meios disponibilizados vão permitir a remoção de sucatas que estão nas estradas há mais de três meses a embaraçar o trânsito rodoviário e peões.
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O movimento de viajantes através da fronteira de Ressano Garcia, na província de Maputo, encontra-se, temporariamente, suspenso desde a tarde de ontem, 15 de Julho, para dar lugar a desinfecção das instalações deste posto como medida preventiva da contaminação e/ou disseminação do novo coronavírus.
Um comunicado do Serviço Nacional de Migração (SENAMI) indica que a iniciativa surge na sequência do encerramento temporário do posto de travessia de Lebombo, na África do Sul que também está a desinfectar os seus espaços em virtude de um dos oficiais desta fronteira ter acusado positivo para a COVID-19.
O SENAMI alerta aos cidadãos nacionais e estrangeiros a não se dirigirem para esta fronteira até informação contrária.
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